ABHH em Revista #12/2024

é extremamente importante para incentivar os jovens a participarem do encontro. É uma sociedade que está crescendo muito. Este congresso remonta ao antigo International Myeloma Workshop? Isso! O International Myeloma Workshop existe há muitos anos. Começou na década de 1980 por iniciativa dos professores Timothy McElwain e Robert Kyle. O primeiro workshop que participei foi o realizado em Boston, em 1997. Era um evento que acontecia a cada dois anos e começou, obviamente pequeno, mas foi crescendo ao longo dos anos e coincidiu com a melhora no tratamento do mieloma. Quando foi criada a International Myeloma Society, ele seguiu ocorrendo a cada dois anos e, desde 2021, passou a ser anual. As pessoas ainda confundem, chamando o evento de workshop, mas ele não tem mais esse nome. O fato de o Brasil ter sido o primeiro país da América Latina a ser escolhido pelo IMS mostra a potência da hematologia brasileira? Com certeza! Voltei recentemente de um evento que coordenei no Panamá. Tinha médicos de toda a América Latina. Fiquei muito impressionada em notar como o Brasil está à frente dentro da América Latina em relação ao nível de experiência que temos em se tratando do investimento de drogas novas, de estudos clínicos etc. Estamos à frente com a aprovação de CAR-T Cell, com a aprovação de biespecífico e de drogas novas. O Brasil deu uma arrancada. Foi impressionante notar isso naquele momento porque não nos damos conta dessa evolução. Sim, os Estados Unidos e Europa estão à frente em algumas questões, mas vale lembrar que temos um problema de equidade, a diferença entre público e privado. O Brasil está na vanguarda do mieloma. Você também tem uma longa atuação na International Myeloma Foundation (IMF). Como isso aconteceu? Meu primeiro contato com uma instituição internacional de mieloma foi com a IMF em 1998 ao conhecer pessoalmente o Dr. Brian Durie, referência em mieloma, e a Susie Novis, na época presidente do IMF, que era uma instituição pequena. Fui com um amigo conhecer a IMF e o Dr. Brian. Eles tinham um manual para pacientes, explicando o mieloma, e fui perguntar se eu poderia traduzir para o português. Então, meu primeiro ABHH em Revista 12 / 2024 8 Vania com o Dr. Brien Durie, um dos fundadores da International Myeloma Foundation

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