ABHH em Revista #12/2024

trabalho internacional foi traduzir este manual para que os pacientes em todo o Brasil entendessem melhor todas as mudanças pelas quais estavam passando. E, desde então, sempre estive envolvida com os trabalhos do IMF e acabei me tornando cofundadora do IMF Latin America, junto com a presidente da instituição, Christine Battistini, que começamos em 2004. Recentemente, tive a honra de ser convidada pelo Dr. Vincent Rajkumar, que assumiu a presidência do Scientific Advisory Board, para fazer parte. Ou seja, comecei no IMF pedindo para traduzir um manual para pacientes e hoje faço parte do Scientific Advisory Board. É algo que me emociona! Recentemente você publicou um artigo no The New England Journal of Medicine. Isso coroa esses 40 anos de atuação com mieloma? Fui a primeira autora deste estudo clínico publicado em junho deste ano no New England (o título é “Belantamab Mafodotin, Bortezomib, and Dexamethasone for Multiple Myeloma”), um dos periódicos científicos mais influentes do mundo e de maior fator de impacto. Fiquei muito feliz! É um trabalho de uma vida inteira. A participação brasileira em estudos clínicos vem crescendo muito nos últimos anos e a participação nessa publicação apenas vem demonstrar isso. Ou seja, esse respeito em estudos, a evolução do tratamento de mieloma na América Latina, tudo isso culmina com o fato de sediarmos um evento enorme como o da International Myeloma Society. Então o ano de 2024 é o ano em que estamos colhendo tudo o que fomos plantando nas últimas décadas. Meu primeiro contato com uma instituição internacional de mieloma foi com a IMF em 1998 ao conhecer pessoalmente o Dr. Brian Durie, referência em mieloma, e a Susie Novis, na época presidente do IMF 12 / 2024 ABHH em Revista 9 Palestrando sobre mieloma durante uma edição do HEMO Registro do dia em que o Brasil foi escolhido como sede da reunião anual da IMS Comunicação/ABHH

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