Quais são hoje os principais desafios para fortalecer a hemoterapia? A hemoterapia é uma área à qual precisamos dar atenção. Não podemos esquecer que os hemocentros têm uma história importante e que precisamos lutar para manter essa atividade e ampliar o número de hematologistas que atuam em hemoterapia. Infelizmente, muitos alunos de graduação praticamente não têm contato com a hemoterapia, que é parte da nossa especialidade. Temos que lembrar que o segundo “H” da ABHH é a hemoterapia. Há também uma iniquidade na distribuição desses profissionais e precisamos ter mais pessoas interessadas nessa área. Tudo o que é novidade naturalmente chama mais atenção e o profissional mais jovem pode acabar sendo influenciado por isso. A terapia celular, por exemplo, é algo fantástico e está diretamente associada à hemoterapia e ao transplante de medula óssea. Então, a hemoterapia continua sendo uma atividade muito importante. Nas redes sociais, o senhor também leva a hematologia para além do público especializado. Que papel médicos e sociedades médicas têm no letramento científico da população? Hoje as mídias sociais têm uma importância muito grande e acho que nós, não só a ABHH, mas também os colegas, temos um papel importante no esclarecimento da população. Há um espaço voltado para as conversas entre os especialistas e os profissionais mais jovens, mas temos que assumir também o papel de ampliar o letramento da população sobre as doenças hematológicas. Como minha área de atuação é fundamentalmente a hemato-oncologia, procuro orientar principalmente sobre sinais de alerta e quando procurar um médico ou especialista. Também precisamos chamar a atenção para exageros e modismos que podem ser prejudiciais à saúde e, por outro lado, incentivar hábitos e condutas que contribuam para uma vida mais saudável. A ABHH tem participado e lutado para diminuir as iniquidades no tratamento do paciente hematológico 16 / 2026 ABHH em Revista 11 Dr. Eduardo Rego durante sua participação no HEMO 2025
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