ABHH em Revista - Ed. 16/2026

16 / 2026 ABHH em Revista 13 A distribuição dos participantes também revela contrastes. Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentam forte concentração nas capitais, enquanto a presença no interior cresce no Sudeste e se torna majoritária entre os participantes do Sul. Esse desenho chama atenção para uma questão importante: a presença da hematologia e da hemoterapia fora dos grandes centros não se distribui da mesma forma pelo país. O perfil da assistência também muda de uma região para outra. A onco-hematologia é a principal área de interesse assistencial em diferentes partes do país e alcança 60% dos participantes no Sul e 50% no Centro-Oeste. A organização do trabalho também varia. No Norte, 71,4% dos participantes têm uma instituição pública como principal local de atuação, enquanto nas demais regiões há um maior equilíbrio na distribuição entre serviços públicos, privados e na atuação em mais de um tipo de instituição. No campo da pesquisa, um obstáculo aparece em todo o país: há profissionais interessados em desenvolver essa atividade que não contam com centros de pesquisa em suas próprias instituições. Ao mesmo tempo, a pesquisa clínica é a principal área de interesse nas cinco regiões, indicando uma demanda que nem sempre encontra estrutura para se desenvolver. A assistência, por sua vez, ocupa parcela importante da jornada profissional, com variações que ajudam a mostrar como o exercício da especialidade assume configurações distintas pelo país. Próximos passos Quando analisados em conjunto, os resultados mostram alguns padrões que atravessam as regiões: forte concentração dos participantes nas capitais, peso expressivo da assistência na jornada profissional, participação mais restrita de atividades de ensino e pesquisa e diferenças no acesso a recursos para diagnóstico, tratamento e infraestrutura. Também aparecem, em diferentes partes do país, dificuldades para desenvolver pesquisa, seja pela ausência de centros nas instituições, seja pela falta de incentivo à atividade. Dr. Renato Cunha, primeiro coordenador do Comitê de Equidade da ABHH Dra. Lorena Costa Corrêa, coordenadora do Comitê de Equidade da ABHH Uma parte de nossas inquietações foi respondida como, por exemplo, onde estamos e como trabalhamos. Por outro lado, estas respostas trazem muitas outras inquietações A hematologia e hemoterapia brasileiras não acontecem da mesma maneira em todos os territórios

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