ABHH em Revista 16 / 2026 14 “A hematologia e hemoterapia brasileiras não acontecem da mesma maneira em todos os territórios. As condições de assistência, as oportunidades de formação, o acesso à pesquisa, a disponibilidade de infraestrutura e a relação com os grandes centros assumem diferentes configurações de acordo com a região”, ressalta o Dr. Renato Cunha, primeiro coordenador do Comitê de Equidade da ABHH e um dos médicos envolvidos na concepção da pesquisa. Para a coordenadora do Comitê de Equidade da ABHH, Dra. Lorena Costa Corrêa, o levantamento responde a algumas das perguntas que deram origem à pesquisa, mas também traz novas questões. “Uma parte de nossas inquietações foi respondida como, por exemplo, onde estamos e como trabalhamos. Por outro lado, estas respostas trazem muitas outras inquietações”, analisa. Com base nesse diagnóstico, a proposta da ABHH é transformar os achados em prioridades. A intenção é aproximar o Comitê de Equidade dos demais comitês da Associação e, com base nas necessidades identificadas em cada região, orientar ações específicas. “A partir do conhecimento do cenário da hematologia e hemoterapia advindo deste levantamento, cada membro deste comitê poderá elencar atividades prioritárias por região e buscar melhorias em acesso, equidade e modo de trabalhar”, assinala a Dra. Lorena. ABHH em ação A transformação de políticas públicas, incorporações tecnológicas e novos protocolos em acesso efetivo aos pacientes esteve no centro do Fórum de Acesso e Equidade da ABHH — Região Centro-Oeste, realizado em 29 de maio, em Goiânia (GO). O encontro reuniu especialistas, gestores e representantes do poder público para discutir desafios da assistência às doenças hematológicas no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os temas abordados estiveram a implementação da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, o acesso a terapias avançadas, a Assistência Farmacêutica em Oncologia e os novos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas. A programação também discutiu doenças como hemoglobinúria paroxística noturna, mieloma múltiplo, leucemias agudas, doença falciforme, mielofibrose e leucemia linfoide crônica. Na abertura, o diretor de Ações Sociais, Acesso e Equidade da ABHH, Dr. Angelo Maiolino, destacou a responsabilidade das sociedades médicas na ampliação do acesso à assistência. “Como sociedade médica, temos o papel de protagonismo na promoção do acesso à população”, afirmou. Na véspera do Fórum, representantes da ABHH visitaram serviços de hematologia e hemoterapia de Goiânia para conhecer estruturas de atendimento, ouvir profissionais e aproximar as discussões do evento dos desafios enfrentados na assistência local. Acesso e equidade pautaram fórum da ABHH em Goiânia
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