16 / 2026 ABHH em Revista 35 (AMMG), a academia reúne atualmente 322 membros e seu principal evento é o Simpósio Mineiro de Hematologia, realizado a cada dois anos, além de um ou dois eventos menores promovidos anualmente nos intervalos entre as edições. A dimensão territorial do estado está entre as razões para a existência da entidade e também entre seus desafios. “O desejo de criar a AMH foi para tentar suprir a necessidade de levar educação continuada e atualizações científicas a todos hematologistas de Minas Gerais, pois nosso estado é vasto territorialmente e tem necessidades diferentes em cada localidade, almejando a interação entre os colegas e a equidade entre estas regiões”, explica a presidente, Dra. Juliana Gonçalves da Silva Araújo. Entre os próximos objetivos está ampliar as atividades presenciais em cidades do interior. Essa proximidade também se traduz em colaboração no cotidiano. Primeiro presidente da AMH e atualmente diretor, o Dr. Abrahão Elias Hallack Neto destaca as possibilidades abertas pela conexão entre profissionais e serviços. “Minas Gerais é um estado grande e muito diverso, uma associação que agrega diferentes hematologistas e representantes de serviços é capaz de gerar cooperação, acesso a estudos clínicos e discussão de casos diariamente e, às vezes, de maneira concreta com encaminhamentos para serviços de referência”, observa o hematologista, responsável pelo Núcleo de Pesquisa em Hematologia e Transplante de Medula Óssea do programa de pós-graduação em Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Um clube que virou rede No Rio de Janeiro, a colaboração entre especialistas encontrou outro formato. O Clube do Sangue começou a ser articulado após o HEMO 2010 e também fez da troca entre hematologistas o centro de sua atuação. A idealizadora do Clube, Dra. Marilza Campos de Magalhães, hematologista do Hospital São Francisco na Providência de Deus, conta que a iniciativa surgiu da necessidade de aproximar os profissionais, discutir as diferenças entre a assistência pública e privada e criar um espaço de colaboração. A primeira reunião ocorreu em maio de 2011. “Nas primeiras reuniões trazíamos casos clínicos para discussão, inclusive com microscópio no auditório para análise de lâminas de sangue e da medula óssea”, lembra o Dr. Fernando Monteiro Correia Pinto, hematologista da Rede Américas que participa desde o início do clube e Em diferentes regiões do Brasil, academias, clubes e grupos de hematologistas e hemoterapeutas formaram redes que mantêm a troca entre especialistas para além dos grandes congressos científicos da especialidade. São iniciativas com diferentes formatos e graus de institucionalização, mas que cumprem papéis semelhantes: promovem atualização científica e formação continuada, aproximam profissionais de diferentes cidades e gerações e criam canais permanentes para discussão de casos, troca de experiências e articulação entre serviços. De Minas Gerais ao Paraná, passando pelo Rio de Janeiro e pelo Rio Grande do Sul, essas comunidades se estruturam a partir de necessidades próprias de cada região. Em Minas, essa construção começou há cerca de 20 anos. A Academia Mineira de Hematologia (AMH) foi idealizada a partir da organização de eventos científicos por hematologistas do estado e instituída oficialmente em 2019. Representante do Departamento de Hematologia e Hemoterapia da Associação Médica de Minas Gerais Registros do Simpósio Mineiro de Hematologia realizado em 2025
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