ABHH em Revista - Ed. 16/2026

ABHH em Revista 16 / 2026 36 conexões esteve à frente da organização por seis anos em períodos não consecutivos. Com o tempo, os encontros passaram a combinar apresentações temáticas e discussão de casos e, desde a pandemia, são realizados online e quinzenalmente. A adesão de universidades e serviços ampliou o alcance da iniciativa. Segundo a Dra. Marilza, o Clube havia deixado de ser apenas um espaço de discussão e se transformado em uma comunidade científica de fato quando todas as Universidades e Serviços do Rio de Janeiro se engajaram no processo e formaram um fórum de discussão livre. “Diferentemente das outras comunidades, não somos um clube na essência do conceito. Não somos uma organização com CNPJ, o que torna todos os membros donos do clube”, afirma. Com a migração para o ambiente online, a participação também se expandiu para outros estados. O grupo reúne atualmente 840 membros entre profissionais experientes, jovens hematologistas e residentes de diferentes regiões do país. “Conhecer as diferentes dores e facilidades das várias regiões do país tornou ainda mais rica a participação de todos, servindo inclusive para termos a medida certa entre o que seria o ideal de fazer para os pacientes e o que efetivamente consegue ser feito. Temos vários países dentro de um país”, diz o Dr. Fernando. Além dos encontros, a rede mantém a troca de artigos e experiências, a discussão de casos e a busca de ajuda para pacientes. Com isso, acrescenta, esse espaço ganha importância diante do volume de novas informações e tratamentos e das diferenças de acesso entre o SUS e o setor privado. “E o Clube do Sangue tem sido um local importantíssimo para essa discussão”, enfatiza o Dr. Fernando, que também é pesquisador do Instituto Américas de Ensino, Pesquisa e Inovação. Uma rede que percorre o Paraná No Paraná, a articulação regional ganhou a estrutura de uma entidade voltada à representação da especialidade. A Academia Paranaense de Hematologia (APH) começou a ser construída em 2018 e foi fundada oficialmente em março de 2019. Com cerca de 100 associados nas principais cidades e regiões do estado, buscou desde o início ampliar sua presença para além de Curitiba. Primeira presidente e atual vice-presidente, a Dra. Jerusa Karina Miqueloto participou dessa articulação e do mapeamento das necessidades dos hematologistas. “Desde o início, tivemos a preocupação de não sermos uma entidade concentrada apenas em Curitiba. Dividimos o estado em grandes regiões e buscamos ter representantes de todas elas”, explica a hematologista, que atua no Grupo Oncoclínicas e é membro da câmara técnica da hematologia do Conselho Regional de Medicina do Paraná. A presença em diferentes regiões permite à Academia acompanhar demandas que assumem contornos distintos pelo estado. “Temos muitas demandas relacionadas principalmente ao acesso de medicamentos e tecnologias e as diferenças entre acesso que ocorre entre a capital e o interior do estado”, afirma a atual presidente, Dra. Juliana Souza Lima, coordenadora do serviço de transplante autólogo de medula óssea do Hospital Pilar, em Curitiba. A rede formada pela APH também favorece a discussão de questões assistenciais, a divulgação de estudos clínicos e o encaminhamento entre serviços. Na educação continuada, promove aulas, encontros científicos e a Jornada da Academia Paranaense de Hematologia, que chegará à quarta edição em 2027. “Acredito que a educação continuada, com aulas e eventos, tem atraído médicos mais jovens e também profissionais que estão fora dos grandes centros”, destaca a Dra. Juliana. Encontros promovidos pelo Clube do Sangue no Rio de Janeiro Registro da 3ª Jornada da APH realizada no ano passado

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