16 / 2026 ABHH em Revista 37 dessa estrutura, a Academia Gaúcha de Hematologia está em processo de formalização. Uma das lideranças à frente de sua criação, o Dr. Marcelo Capra, hematologista que atua na Santa Casa e no Grupo Hospitalar Conceição, explica que a nova entidade deverá dar mais autonomia e agilidade à organização de eventos e outras iniciativas. A Academia manterá a relação com a Associação Médica, onde ficará sediada. A nova estrutura deve permitir também a ampliação dos projetos de formação. Entre os planos estão a criação de um fundo para bolsas destinadas a estudantes e o uso do laboratório de simulação da Associação Médica, onde o grupo já adquiriu modelos para treinamento de biópsia de medula óssea. “A ideia é fazer com que a Academia seja um hub da hematologia perante as outras sociedades médicas também”, explica o Dr. Marcelo. A proposta inclui ampliar a interação com outras especialidades e levar conteúdos da hematologia a profissionais que também lidam com esses pacientes em sua prática. A formação de novos profissionais é outra frente prevista. A intenção é aproximar programas teóricos das residências, ligas acadêmicas e estudantes das atividades desenvolvidas pelos hematologistas do estado, inclusive da Jornada Gaúcha. Para o Dr. Marcelo, essa aproximação é especialmente importante em locais onde o contato dos alunos com a especialidade ainda é pequeno. “A ideia também é ser um hub para que o aluno que se interesse pela hematologia minimamente possa vir também participar de eventos, de promoções ou de aulas mais voltadas ao público não especializado”, assinala. Do litoral ao sertão pernambucano Se algumas dessas redes acumulam anos de atuação, em Pernambuco o movimento ainda está começando. A partir de conversas entre hematologistas de Recife, a Dra. Manuela Hazin, da clínica Real Hematologia, criou um grupo no WhatsApp que passou a reunir profissionais da hematologia adulta e pediátrica de diferentes partes do estado. Mesmo recente, a rede já funciona como espaço para circulação de artigos, discussão de casos e organização de eventos. “Esse grupo visa estabelecer uma comunicação entre os pares e servir para colocarmos artigos, discutirmos casos e elaborarmos eventos da região. Estão nesse grupo hematologistas de todo Pernambuco, do litoral ao sertão. Essa rede vai fortalecer a hematologia como especialidade”, afirma a Dra. Manuela. Essa aproximação também coloca em contato profissionais em diferentes momentos da carreira. “Quem está chegando traz novas ideias e novas necessidades, enquanto quem está há mais tempo traz experiência e conhecimento acumulado. A Academia é um espaço onde essas duas coisas podem caminhar juntas”, ressalta a Dra. Jerusa. A APH ainda atua em questões locais de acesso e mantém interlocução com a ABHH para levar à esfera nacional demandas que exigem uma atuação mais ampla. Uma nova etapa no Sul No Rio Grande do Sul, a proposta de uma nova entidade para agrupar hematologistas nasce de uma rede que já está em funcionamento. A articulação entre os hematologistas ocorre por meio do Departamento de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular da Associação Médica do Rio Grande do Sul, do grupo Hemo Sul no WhatsApp e da Jornada Gaúcha de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, realizada há 14 anos. A partir Momentos da XIII Jornada Gaúcha de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, em 2025
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