ABMotéis News #49 - JAN/FEV 2023

Uma publicação para os associados da ABMotéis 4 Destaque da capa Conheça a história de herdeiros e herdeiras que assumiramomotel da família e, após investiremna profissionalização e na inovação, modernizaramo negócio Por Leila Vieira Eles assumiramomotel da família como objetivo de revitalizar o negócio da família e profissionalizar e modernizar a gestão do estabelecimento. Aos 41 anos, o administrador de empresas Paulo Rapetti trabalhou ao lado do pai desde o primeiro motel adquirido pela família, o Calamares, emSão Caetano do Sul, em 1993 (que atualmente é umhotel). De lá para cá, a família continuou ampliando o número de motéis administrados, possuindo atualmente os motéis Messalina, Amaralina, Adrenalina e Único, todos emSão Paulo. Foi a partir de 2010 que a passagemdo bastão de pai para filho começou a se concretizar. “Naquela época, fazia administração e arranjei um emprego em umbanco, mas sempre trabalhei no motel. Umdia meu pai, que confiava nomeu trabalho, cobrei que eu estivesse mais na empresa. Issome deu um ânimo porque vi que ele acreditava emmim e nomeu potencial. Encarei os motéis como fonte de renda e comecei a me apaixonar por isso”, conta Paulo, que assumiu definitivamente a rede da família em 2010. Atual CEO, Paulo conta que sempre foi mais ligado ao comercial no negócio do que o pai, que é engenheiro civil. A nova cara da motelaria “Meu pai começou a ver os resultados do que eu estava realizando nos motéis, reforçando a confiança e credibilidade no meu trabalho. Foi uma passagem tranquila, algo que aconteceu naturalmente”, lembra. Além de ter criado um departamento comercial na rede, Paulo contratou uma consultoria de motéis. Como resultado disso, os motéis passaram por retrofit e reformas. “Fui mostrando muita competência técnica e a grande virada ocorreu em 2010, quando comecei a apostar nos canais digitais dos motéis. Resultando em grandes resultados. Desde 2019, temos investido muito forte em atualizações dos motéis, em nos remodelarmos e em ressignificar a motelaria”, afirma. Transição sem dificuldades Era 2019 o empresário Alberto Domingues, de 29 anos, recebeu do pai o convite para dividir a gestão do motel da família, o Censiv, fundado em 2001 na cidade de São Paulo. O jovem estava com entrevista marcada para assumir uma vaga em importante multinacional do setor de cosméticos. Em 2019, o pai de Alberto comprou parte da empresa de outros sócios e confiou no talento do filho para dar conta do negócio. Alberto aceitou participar da gestão e, de cara, promoveu mudanças como a implementação de um novo sistema de administração, a criação de um programa de fidelidade e de automação, além de realizar alterações no quadro de funcionários. Apesar da troca de administração, ele destaca que não houve dificuldade na transição ao lado do pai, nem objeção dele a suas ideias. “Ele sempre foi uma pessoa disruptiva no mercado, foi um dos precursores de suítes temáticas e a forma de operacionalizar era diferente do mercado. e então, meu pai sempre foi uma pessoa aberta a novas ideias. Nossa sintonia deu muito certo”, afirma. Crescimento em conjunto Foi a partir de 2020 que os irmãos Guilherme e Andressa Heck assumiram a administração do Itapuã, em Santa Maria (RS). Acostumados a acompanhar a rotina dos pais na organização do primeiro motel, fundado em 1987, o amor pelo negócio foi só uma consequência natural para os irmãos Heck. O Guilherme fez administração e eu, arquitetura, carreiras que tinham relação com nosso negócio. Acabou

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