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#congressocosemssp2026 #congressocosemssp2026 EDITORIAL O envelhecimento da população brasileira deixou de ser uma projeção para se tornar uma realidade concreta nos territórios. Nos municípios paulistas, essa transformação já impacta a organização da Atenção Primária, da Rede de Urgência e Emergência, da Vigilância em Saúde e, sobretudo, do cuidado longitudinal. É nesse contexto que o 39º Congresso do COSEMS/SP assume seu papel estratégico ao propor o tema “O SUS e o EnvelheSer: estratégia para uma longevidade digna e com equidade”. Falar em EnvelheSer é ir além da cronologia. É reconhecer que o envelhecimento precisa ser acompanhado de dignidade, autonomia, inclusão social e acesso equitativo aos serviços de saúde. É pensar o SUS como sistema que protege, previne, reabilita e promove qualidade de vida ao longo de todo o curso de vida — com políticas públicas que dialoguem com as realidades locais e fortaleçam o protagonismo municipal. Durante três dias intensos, com mais de 65 atividades, reuniremos gestores, técnicos, trabalhadores e especialistas para debater financiamento, organização da rede, cuidado integral da pessoa idosa, inovação, vigilância, saúde mental, cuidado domiciliar e os desafios intersetoriais que atravessam o envelhecimento. Será um espaço de construção coletiva, troca de saberes e fortalecimento da gestão municipal. A 22ª Mostra de Experiências Exitosas dos Municípios reafirma que é no território que o SUS acontece. Cada experiência apresentada traduz criatividade, compromisso e capacidade de resposta às necessidades da população. Compartilhar boas práticas é fortalecer a cooperação entre municípios e dar visibilidade ao que funciona. O 15º Prêmio David Capistrano simboliza o reconhecimento da gestão comprometida com os princípios do SUS: universalidade, integralidade e equidade. Celebrar essas iniciativas é valorizar o trabalho cotidiano de quem enfrenta desafios complexos e, ainda assim, transforma realidades. Convidamos cada gestor e gestora a participar com sua equipe. O Congresso é um espaço de formação, alinhamento estratégico e mobilização institucional. A presença conjunta fortalece a tomada de decisões, amplia o repertório técnico e consolida vínculos entre os municípios. O COSEMS/SP reafirma seu compromisso permanente com o apoio técnico, a representação institucional e a defesa do SUS municipal. Nosso trabalho se amplia também por meio das mídias digitais, que têm sido fundamentais para a mobilização, a disseminação de conteúdos qualificados e a ampliação do alcance das discussões. A comunicação digital fortalece o diálogo, democratiza o acesso à informação e contribui para o sucesso coletivo do evento. Este Congresso é mais do que um encontro: é um movimento. Um chamado à ação para que possamos construir, juntos, estratégias concretas para uma longevidade digna e com equidade em cada município paulista. Esperamos você e sua equipe. O futuro do SUS também se constrói agora! O SUS E O EnvelheSer: ESTRATÉGIA PARA UMA LONGEVIDADE DIGNA E COM EQUIDADE #dicadogestor SUS na garantia dos Direitos da Pessoa Idosa da vulnerabilidade, doenças crônicas e degenerativas, declínios cognitivos, quadros de depressão e ansiedade, muitas vezes gerados por luto, solidão, isolamento social e perda de autonomia. Para que o atendimento seja pautado na dignidade, equidade e respeito à autonomia da pessoa idosa, combatendo estereótipos que negligenciam sua saúde, necessitamos de ações para adequações estruturais e de educação permanente. O etarismo — preconceito, estereótipo e discriminação baseados na idade de uma pessoa — precisa ser enfrentado. Segundo a OMS, ele gera exclusão social, dificuldades no mercado de trabalho e impactos na saúde física e mental. Nossa rede de saúde, além de garantir o cuidado de doenças e agravos, pode colaborar para promover a cidadania ativa de pessoas com mais de 60 anos. Instâncias municipais de participação e controle social, como conselhos municipais e locais de saúde, podem ser instâncias privilegiadas de escuta das demandas desta parcela da população. A experiência de vida dessas pessoas pode contribuir para aprimorar e humanizar o sistema de saúde. Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centros de Convivência (CECOs) configuram-se como espaços essenciais de trocas, convivência e sociabilidade, atuando como pontos de encontro comunitário, promovendo a integração entre usuários, trabalhadores da saúde e a comunidade, fortalecendo vínculos e a qualidade de vida. Cabe destacar o papel estratégico da rede de saúde na prevenção, identificação e no enfrentamento da violência contra pessoas idosas. As equipes de Atenção Primária à Saúde (APS/ESF), por realizarem visitas domiciliares, são frequentemente as únicas a acessar o ambiente doméstico do idoso, facilitando a detecção precoce de violência, negligência ou abusos. Encerro este breve texto citando Cora Coralina que, com 70 anos, decidiu aprender datilografia para preparar suas poesias e entregá-las aos editores: “Não podemos acrescentar dias à nossa vida, mas podemos acrescentar vida aos nossos dias.” A equidade, princípio doutrinário do SUS que visa tratar desigualmente os desiguais para alcançar a justiça social, ainda está longe de ser atingida na sua plenitude. As populações vulneráveis encontram enormes desafios para acessar o Sistema Único de Saúde. Gestores e trabalhadores do Sistema, por outro lado, se esforçam para garantir cada vez mais ações e serviços de saúde com um financiamento insuficiente. Entre os entes federados, são os municípios que mais sofrem neste cenário, onde a média de gasto com saúde já ultrapassa os 26%. Dentre os desafios encontrados está garantir acesso e cuidado integral às pessoas idosas. Em 2024, no Brasil, a população com 60 anos ou mais atingiu 34,1 milhões, um crescimento de 53,3% desde 2012, representando mais de 15% da população total. O envelhecimento pode trazer agravos decorrentes do aumento Maria Ermínia Ciliberti é assessora técnica do COSEMS/SP Siga nossas redes sociais no Instagram e Facebook | @cosemssp ADRIANA MARTINS Presidente do COSEMS/SP PARA QUE O ATENDIMENTO SEJA PAUTADO NA DIGNIDADE, EQUIDADE E RESPEITO À AUTONOMIA DA PESSOA IDOSA, COMBATENDO ESTEREÓTIPOS QUE NEGLIGENCIAM SUA SAÚDE, NECESSITAMOS DE AÇÕES PARA ADEQUAÇÕES ESTRUTURAIS E DE EDUCAÇÃO PERMANENTE 3 2 Abril | 223

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