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ANÁLISE Envelhecimento da população exige flexibilidade do SUS, afirma Adriano Massuda, secretário-executivo do MS 06 DICA DO GESTOR Equidade no SUS passa por enfrentar o etarismo e fortalecer o cuidado à pessoa idosa 03 Uma publicação do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo “Dr. Sebastião de Moraes” Jornal COSEMS/SP O aumento da expectativa de vida da população brasileira impõe novos desafios no SUS e exige reorganização de prioridades #congressocosemssp2026 LONGEVIDADE, EQUIDADE E DIGNIDADE ABRIL 2026 | ED. 223

#congressocosemssp2026 #congressocosemssp2026 EDITORIAL O envelhecimento da população brasileira deixou de ser uma projeção para se tornar uma realidade concreta nos territórios. Nos municípios paulistas, essa transformação já impacta a organização da Atenção Primária, da Rede de Urgência e Emergência, da Vigilância em Saúde e, sobretudo, do cuidado longitudinal. É nesse contexto que o 39º Congresso do COSEMS/SP assume seu papel estratégico ao propor o tema “O SUS e o EnvelheSer: estratégia para uma longevidade digna e com equidade”. Falar em EnvelheSer é ir além da cronologia. É reconhecer que o envelhecimento precisa ser acompanhado de dignidade, autonomia, inclusão social e acesso equitativo aos serviços de saúde. É pensar o SUS como sistema que protege, previne, reabilita e promove qualidade de vida ao longo de todo o curso de vida — com políticas públicas que dialoguem com as realidades locais e fortaleçam o protagonismo municipal. Durante três dias intensos, com mais de 65 atividades, reuniremos gestores, técnicos, trabalhadores e especialistas para debater financiamento, organização da rede, cuidado integral da pessoa idosa, inovação, vigilância, saúde mental, cuidado domiciliar e os desafios intersetoriais que atravessam o envelhecimento. Será um espaço de construção coletiva, troca de saberes e fortalecimento da gestão municipal. A 22ª Mostra de Experiências Exitosas dos Municípios reafirma que é no território que o SUS acontece. Cada experiência apresentada traduz criatividade, compromisso e capacidade de resposta às necessidades da população. Compartilhar boas práticas é fortalecer a cooperação entre municípios e dar visibilidade ao que funciona. O 15º Prêmio David Capistrano simboliza o reconhecimento da gestão comprometida com os princípios do SUS: universalidade, integralidade e equidade. Celebrar essas iniciativas é valorizar o trabalho cotidiano de quem enfrenta desafios complexos e, ainda assim, transforma realidades. Convidamos cada gestor e gestora a participar com sua equipe. O Congresso é um espaço de formação, alinhamento estratégico e mobilização institucional. A presença conjunta fortalece a tomada de decisões, amplia o repertório técnico e consolida vínculos entre os municípios. O COSEMS/SP reafirma seu compromisso permanente com o apoio técnico, a representação institucional e a defesa do SUS municipal. Nosso trabalho se amplia também por meio das mídias digitais, que têm sido fundamentais para a mobilização, a disseminação de conteúdos qualificados e a ampliação do alcance das discussões. A comunicação digital fortalece o diálogo, democratiza o acesso à informação e contribui para o sucesso coletivo do evento. Este Congresso é mais do que um encontro: é um movimento. Um chamado à ação para que possamos construir, juntos, estratégias concretas para uma longevidade digna e com equidade em cada município paulista. Esperamos você e sua equipe. O futuro do SUS também se constrói agora! O SUS E O EnvelheSer: ESTRATÉGIA PARA UMA LONGEVIDADE DIGNA E COM EQUIDADE #dicadogestor SUS na garantia dos Direitos da Pessoa Idosa da vulnerabilidade, doenças crônicas e degenerativas, declínios cognitivos, quadros de depressão e ansiedade, muitas vezes gerados por luto, solidão, isolamento social e perda de autonomia. Para que o atendimento seja pautado na dignidade, equidade e respeito à autonomia da pessoa idosa, combatendo estereótipos que negligenciam sua saúde, necessitamos de ações para adequações estruturais e de educação permanente. O etarismo — preconceito, estereótipo e discriminação baseados na idade de uma pessoa — precisa ser enfrentado. Segundo a OMS, ele gera exclusão social, dificuldades no mercado de trabalho e impactos na saúde física e mental. Nossa rede de saúde, além de garantir o cuidado de doenças e agravos, pode colaborar para promover a cidadania ativa de pessoas com mais de 60 anos. Instâncias municipais de participação e controle social, como conselhos municipais e locais de saúde, podem ser instâncias privilegiadas de escuta das demandas desta parcela da população. A experiência de vida dessas pessoas pode contribuir para aprimorar e humanizar o sistema de saúde. Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centros de Convivência (CECOs) configuram-se como espaços essenciais de trocas, convivência e sociabilidade, atuando como pontos de encontro comunitário, promovendo a integração entre usuários, trabalhadores da saúde e a comunidade, fortalecendo vínculos e a qualidade de vida. Cabe destacar o papel estratégico da rede de saúde na prevenção, identificação e no enfrentamento da violência contra pessoas idosas. As equipes de Atenção Primária à Saúde (APS/ESF), por realizarem visitas domiciliares, são frequentemente as únicas a acessar o ambiente doméstico do idoso, facilitando a detecção precoce de violência, negligência ou abusos. Encerro este breve texto citando Cora Coralina que, com 70 anos, decidiu aprender datilografia para preparar suas poesias e entregá-las aos editores: “Não podemos acrescentar dias à nossa vida, mas podemos acrescentar vida aos nossos dias.” A equidade, princípio doutrinário do SUS que visa tratar desigualmente os desiguais para alcançar a justiça social, ainda está longe de ser atingida na sua plenitude. As populações vulneráveis encontram enormes desafios para acessar o Sistema Único de Saúde. Gestores e trabalhadores do Sistema, por outro lado, se esforçam para garantir cada vez mais ações e serviços de saúde com um financiamento insuficiente. Entre os entes federados, são os municípios que mais sofrem neste cenário, onde a média de gasto com saúde já ultrapassa os 26%. Dentre os desafios encontrados está garantir acesso e cuidado integral às pessoas idosas. Em 2024, no Brasil, a população com 60 anos ou mais atingiu 34,1 milhões, um crescimento de 53,3% desde 2012, representando mais de 15% da população total. O envelhecimento pode trazer agravos decorrentes do aumento Maria Ermínia Ciliberti é assessora técnica do COSEMS/SP Siga nossas redes sociais no Instagram e Facebook | @cosemssp ADRIANA MARTINS Presidente do COSEMS/SP PARA QUE O ATENDIMENTO SEJA PAUTADO NA DIGNIDADE, EQUIDADE E RESPEITO À AUTONOMIA DA PESSOA IDOSA, COMBATENDO ESTEREÓTIPOS QUE NEGLIGENCIAM SUA SAÚDE, NECESSITAMOS DE AÇÕES PARA ADEQUAÇÕES ESTRUTURAIS E DE EDUCAÇÃO PERMANENTE 3 2 Abril | 223

#congressocosemssp2026 #congressocosemssp2026 O envelhecimento da população brasileira desafia o SUS a reorganizar o modelo assistencial, fortalecer a atenção primária e rever o financiamento para garantir cuidado integral, integrado e sustentável às pessoas idosas O QUE ESPERAR DO SUS DIANTE DO ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO Brasil vive uma transformação profunda. A população envelhece e altera de forma estrutural as demandas sobre o sistema público de saúde. O que antes era um país majoritariamente jovem caminha para se tornar uma nação de idosos, cenário que exigirá do Sistema Único de Saúde (SUS) capacidade de adaptação, reorganização do cuidado e financiamento sustentável. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o número de pessoas com 60 anos ou mais dobrou entre 2000 e 2023 e deve superar o de jovens nas próximas décadas. Como 75% das pessoas idosas dependem exclusivamente da rede pública e cerca de 70% convivem com doenças crônicas, especialistas avaliam que esse quadro reforça a necessidade de fortalecer a atenção primária, ampliar ações de promoção e prevenção e rever o financiamento tripartite. A pressão tende a recair sobretudo sobre os municípios, que aplicam, em média, 26% da receita própria em saúde, percentual acima do mínimo constitucional. Um estudo de 2023 do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde indica que o sistema ainda não está preparado para essa transição, já que a oferta de profissionais e de estruturas especializadas é limitada e pouco avançou na última década. Superar a fragmentação da assistência Nos últimos anos, o Brasil instituiu políticas públicas voltadas à população idosa como a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, o Estatuto da Pessoa Idosa, a Estratégia Saúde da Família e a Política Nacional de Cuidados. O desafio agora, apontam especialistas, é transformar esses marcos legais em capacidade efetiva de organização e oferta de serviços. Para Marisa Accioly Domingues, doutora em Saúde Pública, pesquisadora e docente da Universidade de São Paulo, embora o SUS tenha acumulado esses avanços na promoção da saúde e na prevenção de doenças, a organização da assistência ainda mantém forte orientação para eventos agudos. Esse modelo, segundo ela, não responde adequadamente às necessidades de CAPA CAPA Rafa Neddermeyer/Agência Brasil quem convive por anos com múltiplas condições crônicas e demanda cuidado continuado. Ela defende a consolidação de uma gestão gerontológica do cuidar, abordagem que ainda não está plenamente difundida na rede pública. A proposta é ir além da dimensão exclusivamente clínica e incorporar uma visão biopsicossocial do envelhecer. “O desafio é superar a fragmentação da assistência e organizar a rede de forma articulada, com foco nas necessidades reais do idoso. Isso implica considerar sua rede relacional, o território onde vive e os determinantes sociais que influenciam sua condição de saúde”, ressalta Marisa, especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Transversalidade no cuidado Organizar o cuidado à pessoa idosa é um desafio permanente para sistemas de saúde em todo o mundo e não apenas no Brasil na avaliação do médico Carmino Antônio de Sousa, ex-presidente do COSEMS/SP e atual vice-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). No país, afirma, o ponto central está na articulação entre os diferentes níveis de atenção. Já o principal gargalo é a falta de transversalidade no cuidado. “É preciso garantir integração efetiva dentro do sistema de saúde, seja público, seja privado. Os maiores problemas aparecem justamente na transição entre os níveis de atenção, quando o paciente sai da atenção primária e precisa ser encaminhado, no momento certo, para o atendimento especializado ou para novos procedimentos”, comenta o médico. Isso implica fortalecer as ações de promoção e prevenção em saúde e assegurar maior integração entre a atenção primária e a atenção especializada ao longo da jornada do paciente. Se a reorganização do cuidado já representa um desafio estrutural diante do envelhecimento da população, o subfinanciamento histórico do SUS é um dos entraves para a sustentabilidade do sistema. Para Carmino, o modelo atual requer maior participação do governo federal no custeio de modo a assegurar equilíbrio federativo e estabilidade à rede pública. “Os municípios já chegaram ao seu limite. Os estados têm buscado alcançar e até ultrapassar o mínimo constitucional, destinando mais recursos à saúde. Mas, infelizmente, a participação da União vem diminuindo ao longo do tempo”, lamenta. Sem a recomposição dos recursos e a revisão do pacto federativo na saúde, acrescenta, a tendência é de sobrecarga das redes locais e de maior dificuldade para organizar um cuidado integral e contínuo à pessoa idosa no SUS. Território como eixo do cuidado Se o financiamento condiciona a capacidade de resposta do sistema, a integração entre políticas públicas define a qualidade desse cuidado. Outro desafio é implantar o cuidado integrado de forma homogênea em todo o território nacional. Para Marisa, essa transformação depende de articulação mais efetiva entre as políticas de saúde e de assistência social, especialmente no âmbito local. “A integração entre sistemas é vital. As velhices são múltiplas e profundamente marcadas por determinantes sociais que precisam ser considerados na formulação das políticas públicas, como habitação, renda e condições de moradia. Esses fatores impactam diretamente a qualidade da velhice e até mesmo a possibilidade de as pessoas chegarem a essa fase da vida”, observa. Nesse contexto, a Atenção Básica, porta de entrada do SUS, assume papel estratégico por estar mais próxima do território e das realidades sociais da população. No estado de São Paulo, a cobertura da Atenção Básica é de 68,7%, enquanto a da Estratégia Saúde da Família alcança 55,2%. Os índices indicam avanços, mas também evidenciam a necessidade de ampliar e qualificar o cuidado diante do envelhecimento. Para Marisa, isso significa reconhecer que o envelhecimento saudável não depende apenas da oferta de serviços de saúde, mas de políticas públicas capazes de enfrentar os determinantes sociais. “Quando entendemos a saúde como construção social, passamos a considerar os fatores que influenciam a qualidade de vida das pessoas idosas”, afirma. 5 4 Abril | 223 Artigo “A necessidade de um novo olhar sobre o envelhecimento” Cartilha para criação de órgãos estaduais e municipais de Direitos Humanos da Pessoa Idosa Vídeo “Cada território tem seus desafios, suas histórias e suas urgências” Artigo “Envelhecimento e doenças crônicas desafiam SUS e reforçam papel dos municípios na saúde” Recursos e leituras para aprofundar o tema

#congressocosemssp2026 #congressocosemssp2026 CAPA O P I N I Ã O Jorge Harada é ex-presidente do COSEMS/SP e atualmente atua no Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina e coordena o Projeto da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) na Universidade Federal de São Paulo (UNA-SUS/Unifesp) O privilégio de se manter trabalhando e envelhecendo O país passa por um processo de transição epidemiológica e a mudança do perfil demográfico, com o consequente envelhecimento da população, é um componente importante dessa transição. Nesse sentido, a escolha do tema central do Congresso do COSEMS/SP de 2026, “O SUS e o EnvelheSer: estratégias para uma longevidade digna e com equidade”, é extremamente pertinente. O tema promove discussões, reflexões, troca de experiências e proposição de ações relacionadas ao envelhecimento, reunindo gestores e trabalhadores que atuam diretamente no cuidado à população. Reconhecemos que já houve avanços, mas ainda é necessário identificar os problemas, as dificuldades e os desafios na implementação de políticas públicas específicas e intersetoriais. Essas políticas são essenciais para a constituição de Redes de Proteção às pessoas idosas, capazes de atender às suas necessidades e demandas e garantir boas condições de saúde e qualidade de vida. A promoção desse debate junto à sociedade civil, considerando aspectos históricos, culturais, familiares, sociais e políticos, é imprescindível e necessária neste momento. Como profissional de saúde e cidadão, ao compartilhar algumas reflexões, naturalmente me remeto ao meu próprio momento cronológico, pois faço parte do coletivo etário dos 60+, quase chegando aos 65 anos. Na minha infância e adolescência, nas décadas de 1960 e 1970, a concepção sobre pessoas com mais de 60 anos era de que estavam cansadas, improdutivas, sem saúde e no final da vida. Hoje, ao chegar a essa fase, ainda me sinto com energia, disposição, capacidade física e cognitiva para continuar ativo. Considero-me privilegiado por ter a oportunidade de atuar no campo da assistência, da educação médica e da gestão do SUS ao longo da minha carreira profissional. Sou de uma geração que viveu a era pré-SUS e acompanhei a implantação, evolução e consolidação dessa política que se tornou a maior política social e de cuidado do país. Vivi também outras transformações significativas, como a transição da era analógica para a digital, mas a mudança mais marcante de todas foi a redemocratização do Brasil. Esse processo foi imprescindível para a defesa da vida e da cidadania e continua sendo uma responsabilidade de todos nós. No campo profissional, destaco a oportunidade de ter presidido o COSEMS/SP e de ter participado, junto ao coletivo de gestores municipais, da implantação do Pacto pela Saúde. O COSEMS/SP foi um espaço de aprendizado, formação e convivência com pessoas de notório saber, de grande importância histórica no campo da gestão, do SUS e da Saúde Coletiva. Toda experiência acumulada ao longo dessa trajetória tem contribuído de forma dinâmica para minhas atividades de educação permanente voltadas aos trabalhadores do SUS, bem como para o ensino e extensão que realizo na Escola Paulista de Medicina da Unifesp. Estar nos 60+ com todas as oportunidades que vivi é um grande privilégio. Poder contemplar o entardecer de forma serena, calma, tranquila e talvez mais sensível, aguardando o novo amanhecer e as novas belezas que ele trará, me dá a certeza de que vale a pena continuar caminhando. Divulgação ANÁLISE Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, a formulação de políticas públicas é central para reorganizar equipes, ampliar a oferta de cuidados e incorporar tecnologias que respondam às novas demandas da população ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO EXIGE FLEXIBILIZAÇÃO DO SUS, AFIRMA ADRIANO MASSUDA A capacidade de flexibilização dos sistemas de saúde diante das transformações sociais, demográficas e ambientais é um dos principais desafios contemporâneos para a gestão pública. Para o médico sanitarista e secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a sustentabilidade e a efetividade do Sistema Único de Saúde (SUS) dependem diretamente da capacidade de o sistema se reorganizar continuamente diante de novos contextos e demandas da população. Segundo Massuda, os sistemas de saúde precisam ser plásticos e flexíveis, acompanhando as mudanças que ocorrem na sociedade. “As necessidades de saúde se transformam ao longo do tempo, influenciadas por mudanças demográficas, epidemiológicas, ambientais e também tecnológicas. O contexto está em permanente transformação e, por isso, é fundamental que o SUS também se transforme continuamente”, afirma. Nesse processo, a formulação de políticas públicas tem papel central. De acordo com o secretário, é por meio delas que se orientam as mudanças necessárias para reorganizar as equipes, ampliar a oferta de cuidados e incorporar diferentes tecnologias capazes de responder às demandas emergentes da população. Um dos fatores que mais impactam atualmente a organização dos sistemas de saúde é o envelhecimento populacional. Massuda destaca que o próprio SUS teve papel fundamental nesse processo ao ampliar o acesso aos serviços e melhorar indicadores de saúde no país. “É importante reconhecer que o SUS contribuiu para que as pessoas vivam mais. Esse avanço trouxe diferentes padrões de envelhecimento e novos desafios para o sistema de saúde”, explica. Diante desse cenário, torna-se necessário repensar a organização da rede de serviços e as tecnologias disponíveis para garantir atenção adequada à população idosa. O aumento da expectativa de vida exige estratégias que integrem prevenção, cuidado contínuo e atenção especializada, além de novas formas de organização das equipes e dos serviços. No âmbito do governo federal, a atenção à saúde da pessoa idosa tem sido tratada como uma das prioridades das políticas públicas em saúde. Segundo Massuda, essa agenda faz parte de um processo mais amplo de recuperação e reconstrução de políticas públicas, acompanhado de iniciativas voltadas à inovação e à ampliação da oferta de serviços. Entre as ações mencionadas estão a retomada da cobertura vacinal, o fortalecimento da atenção especializada e a revitalização de programas estratégicos do SUS, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o programa Farmácia Popular. “Há um movimento de recuperação de políticas importantes aliado à expansão da oferta de serviços. Ao mesmo tempo, estamos formulando estratégias específicas para lidar com o envelhecimento da população, priorizando esse segmento em diferentes programas e iniciativas”, destaca. Para o secretário-executivo, o desafio colocado para os gestores públicos é garantir que o SUS continue evoluindo para responder às necessidades de uma sociedade em transformação, mantendo seus princípios de universalidade, integralidade e equidade. 7 6 Abril | 223 Conheça os cursos a distância da UNA-SUS sobre envelhecimento e atenção à pessoa idosa

#congressocosemssp2026 NÚMEROS DO CONGRESSO DO COSEMS/SP DE 2026 8/4 (quarta-feira) Seminários 10h às 12h30 Impacto da mudança demográfica no financiamento do SUS, considerando as emendas parlamentares 14h às 17h Integralidade no cuidado à pessoa idosa Cursos 8h às 18h Perspectivas e desafios para o cuidado em saúde mental da pessoa idosa Indicadores da APS como Indutores do Cuidado e do Envelhecer com Dignidade e Igualdade Olhares sobre o envelhecimento: contribuições para a atuação da Vigilância em Saúde 9/4 (quinta-feira) Grande Conversa 9h às 12h O SUS e o EnvelheSer: estratégias para uma longevidade digna e com equidade Seminário 14h às 17h Inclusão digital transgeracional e o SUS Espaço Gilson Carvalho 2 14h30 às 16h30 Risco e Prevenção ao Suicídio na pessoa idosa Rodas temáticas 14h às 17h Políticas públicas no cuidado às pessoas com demências Populações vulneráveis e promoção de equidade – capacitismo, etarismo, violência contra a pessoa idosa Vigilância em Saúde em Instituições de Longa Permanência de idosos Participação Social e a Intersetorialidade no Envelhecer Cuidados Paliativos no SUS Destaques da programação sobre envelhecimento e SUS Acesse a programação completa do congresso! Experiências Interativas do Congresso Este ano, o congresso contará com experiências interativas para os participantes, como a Cápsula do Tempo do SUS, que reunirá reflexões sobre o futuro da saúde pública e será aberta em 2030. Haverá também o Simulador de Envelhecimento, que permitirá vivenciar os desafios da longevidade, e o Espaço 60+, dedicado a depoimentos e histórias sobre envelhecimento ativo no SUS. Expectativa de + de 3 mil congressistas 10 cursos e 11 rodas temáticas 3 seminários + Grande Conversa sobre o SUS e envelhecimento populacional Realização da 15ª edição do Prêmio David Capistrano Mais de 21 horas de conteúdo online, transmitidas no Espaço Gilson Carvalho + de 200 horas de conteúdo Mais de 100 palestrantes confirmados, referências em suas áreas + de 2.700 trabalhos na Mostra de Experiências Exitosas Feira de negócios com mais de 40 patrocinadores 8 Abril | 223 CONSELHO DE SECRETÁRIOS MUNICIPAIS DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO “DR. SEBASTIÃO DE MORAES” Av. Angélica, 2466, 17º andar - Consolação São Paulo - SP - CEP 01228-200 DIRETORIA DO COSEMS/SP (2025-2027) Presidente: Adriana Martins – SMS de Guararema 1º Vice-presidente: Danilo Oliveira – SMS de Americana 2ª Vice-presidente: Carmem Silvia Guariente – SMS de Bragança Paulista 1ª Secretária: Michelle Luís Santos – SMS de São Vicente 2º Secretário: Silvio Augusto Garcia – SMS de São José da Bela Vista 1ª Tesoureira: Elaine Cristina Toni Xavier – SMS de Lucianópolis 2º Tesoureiro: Marcelo Pinto de Carvalho – SMS de São Pedro Diretor de Comunicação: Tiago Texera – SMS de Itu Vogais Ailton Garcia Bogalho Júnior – SMS de Taboão da Serra Alda Inaiá Freitas Pinto - SMS de Santo Antônio da Alegria Ana Lúcia Nieri Goulart - SMS de Pedreira Cláudia Monteiro Ferrazzi Ferreira – SMS de Jaci Edna Neris dos Santos - SMS de Santo Antônio do Aracanguá Israel Gumiero – SMS de Ouro Verde Marcus Pensuti - SMS de Santa Bárbara D’Oeste Marcelo Júnior Ortiz Damasceno da Silva - SMS de Marinópolis Marli Rodrigues de Oliveira Raymundo – SMS de Araçoiaba da Serra Paloma Aparecida Libânio Nunes –SMS de Marília Regiane Portes Mendes –SMS de Cordeirópolis Renan Ramos Urizzi –SMS de Sertãozinho Roberta Aparecida da Silva Meneghetti – SMS de Cravinhos Silvia Cristina de Oliveira Vasconcelos Cardoso – SMS de Lins Waléria Souza de Mascarenhas – SMS de Franca Conselho Fiscal (Titulares) Mário Henrique Machado – SMS de Anhumas Adriano Cesar de Araújo – SMS de Catanduva Fábio Lopez – SMS de Santos Secretária Executiva Mauricéia Muto Assessoria Técnica Brigina Kemp, Claudia Meirelles, Dirce Cruz Marques, Elaine Giannotti, Laíny Ferreira, Lídia Silveira, Márcia Tubone, Maria Ermínia Ciliberti Assessoria de Comunicação Bruno Quiqueto Claudia Meirelles Rodrigo Tomba E-mail: comunicacao@cosemssp.org.br comunicacao1@cosemssp.org.br Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica RS Press Edição e reportagem RS Health e COSEMS/SP Revisão Madson de Moraes Foto de capa Getty Images

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