AVALIAÇÃO DA ASSISTÊNCIA AO PRÉ-NATAL NO MUNICÍPIO DE GUARULHOS” Autores: Andréia Kaori Sasaki Instituição: PREFEITURA MUNICIPAL DE GUARULHOS - SECRETARIA DA SAÚDE Município: Guarulhos CIR: Alto do Tietê Endereço: Avenida Bom Clima Telefone: 23046483 Celular: 0000000000 Email: escolasusguarulhos@gmail.com INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA A assistência pré-natal pode contribuir para desfechos perinatais mais favoráveis ao permitir a detecção e o tratamento oportuno de afecções, além de controlar fatores de risco que trazem complicações para a saúde damulher e do bebê.Entretanto, apesar do fomento às políticas voltadas para a assistência materno-infantil no Brasil, isto não se traduziu ainda na melhoria da qualidade do atendimento para a população. Estudos com óbitos infantis, apontam que apesar da redução nas taxas de óbitos evitáveis, ocorreu um aumento na taxa de mortes reduzíveis por atenção a gestação. Uma importante estratégia para qualificação da assistência PN é a implantação de Comitês de Vigilância do Óbito Fetal, Materno e Infantil. O município de Guarulhos implantou esta estratégia desde 2003, entretanto, essas investigações apresentam informações ainda não analisadas em todo o seu potencial. Diante deste cenário, torna-se importante a avaliação da assistência prestada a gestantes do município com isso entender os pontos críticos quanto a qualidade do pré-natal do município e a partir de sua melhora reduzir óbitos perinatais evitáveis. OBJETIVOS O objetivo deste estudo foi avaliar a assistência ao pré-natal do município de Guarulhos a partir das investigações de óbitos perinatais. METODOLOGIA Trata se de uma pesquisa avaliativa que utilizou dados secundários provenientes das declarações de óbitos e das fichas de investigações de óbitos perinatais entre janeiro a dezembro de 2017 investigados pelo CPOIF de Guarulhos. As variáveis analisadas da assis¬tência pré-natal foram: Idade gestacional do início do PN; o número total de consultas recebidas corrigido segundo a idade gestacional no momento do óbito; os exames de rotina realizados; avaliação de risco gestacional e encaminhamento para o PNAR e vacinação anti- tetânica (Segundo parâmetros do PHPN, Rede Cegonha e do protocolo de PN municipal). RESULTADOS O início precoce do pré-natal com menos de 12 semanas ocorreu em 67,2% dos casos. Já as gestantes que tiveram 7 consultas ou mais somam somente ¼ do total. Este indicador melhora quando o número de consultas é ajustado pela IG, com adequação de 58,7%. A avaliação dos procedimentos realizados nas consultas de pré-natal apontou um melhor indicador no cálculo de IG, peso e PA, sendo realizado em todas as consultas em 76,6%, 73,1% e 76,6% dos casos ATENÇÃO BÁSICA 209
RkJQdWJsaXNoZXIy NjY5MDkx