PROJETO VIVER CRIANÇA: UMA EXPERIÊNCIA DE DANÇA E ARTE NA CONSTRUÇÃO DA SAÚDE COLETIVA Autores: Karina Magrini Carneiro MENDES, Débora Milara de Toledo TEIXEIRA, Joice Maria Cardoso dos SANTOS, Lisamara Dias de Oliveira NEGRINI, Leonardo CARNUT Instituição: PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE BRAGANÇA PAULISTA Município: Bragança Paulista CIR: Bragança Endereço: PRAÇA HAFIZ ABI CHEDID Telefone: 40346722 Celular: 968346730 Email: smsasaudebp@gmail.com INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA As práticas corporais e artísticas promovem a produção de cuidado, o encontro e o aumento do vínculo com a comunidade segundo uma ética que resiste aos modelos prescritivos, normativos e excludentes de saúde. A dança como uma atividade que prioriza uma educação motora consciente e global, não é só uma ação pedagógica, mas também psicológica e de saúde, com o fim de promover melhora na qualidade de vida e convívio social. Entendida como a arte de expressar-se pelo movimento, a vivência em dança desde que a criança é pequena pode contribuir para a formação de cidadãos mais críticos, sensíveis, confiantes e expressivos. A atenção à saúde da criança representa um campo prioritário dentro dos cuidados executados pela Estratégia de Saúde da Família (ESF). Estudos indicam influência positiva da ESF na promoção da saúde materno-infantil, no aumento de consultas médicas, de enfermagem e de puericultura, no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, na prevenção de acidentes, no uso profilático de vitaminas e vacinas, na vigilância em saúde e no controle regular dos problemas de saúde mais prevalentes nessa fase da vida. A ESF favorece menor custo às famílias para prover suas necessidades de saúde, reduz a morbimortalidade infantil e o número de internações hospitalares na infância (OLIVEIRA, 2019). A relação entre os profissionais e as pessoas que usam os serviços de saúde é um tema importante no âmbito do SUS. A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) tem como foco adscrever usuários e desenvolver relações de vínculo e responsabilização entre equipes e população. Segundo suas diretrizes, a atenção básica deve funcionar como porta de entrada e centro de comunicação de toda a rede de atenção com um amplo espectro de ações: promoção de saúde; prevenção de agravos; diagnóstico; tratamento; reabilitação; redução de danos e manutenção da saúde (BARBOSA, 2017). Sabe-se que a Estratégia Saúde da Família (ESF) é o principal modelo de reorganização da atenção primária à saúde no Brasil, que tem como proposta o cuidado integral de pessoas, em seu contexto familiar e comunitário, tendo como suporte teórico e prático a integralidade da atenção, a promoção da saúde e a vigilância em saúde. Ações de caráter preventivo e de promoção de saúde devem, necessariamente, trabalhar com a educação da criança e de seus familiares, por meio de orientações que antecipem os riscos de agravos à saúde e ofereçam medidas preventivas mais eficazes. Para tanto, a criança deve ser entendida em seu ambiente familiar e social, assim como o comportamento das pessoas que lhe prestam cuidados nas etapas do seu desenvolvimento, considerando o contexto socioeconômico, histórico, político e cultural em que a família está inserida (SARTI et al, 2012). OBJETIVOS No território os encontros tambémpossibilitamaproximar os pais da unidade de saúde e permitem que se organizem como comunidade, resgatando o poder sobre aquilo que é público e coletivo, como as escolas, os serviços de saúde, entre outras instituições em comum para estes cidadãos. ATENÇÃO BÁSICA 39
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