ALFABETIZAÇÃO EMOCIONAL DEUMAAGENTE COMUNITÁRIODE SAÚDE. Autores: Andréa Cristina Claudino, José Carlos Misorelli Instituição: PREFEITURA DO MUNICIPIO DE SANTANA DE PARNAIBA Município: Santana de Parnaíba CIR: Rota Endereço: Alameda Miró Telefone: 46228850 Celular: 46228850 Email: sms@santanadeparnaiba.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA O presente trabalho nasceu a partir de um atendimento realizado pela Agente Comunitário de Saúde (ACS), logo no início de sua atuação na área. Tem a finalidade de expor as dificuldades enfrentadas e os caminhos trilhados não só na resolução do caso em questão, mas de seu aprendizado pessoal no sentido de lidar com a sua dor. Nos idosos, a solidão, a perda dos vínculos, os maus-tratos, o abandono constituem fatores de vulnerabilidade para o suicídio. A cura de doenças ou tratamentos que melhorem sua qualidade de vida se destaca como importante para que a pessoa idosa recupere seu desejo de viver e supere a ideação suicida Ao atender munícipe idosa, com várias doenças crônicas que a tornaram acamada e dependente de cuidados, ACS observou escassez não só de recursos econômicos, mas também de familiares comprometidos com o cuidado. Entrar em contato com a solidão, com os maus-tratos e o abandono não é uma tarefa qualquer para alguém que teve pouco contato com essa realidade E como lidar com tal situação, onde ao mesmo tempo se é profissional e moradora no mesmo território? Conforme observa Rosa (2012): “O papel do ACS ultrapassa, portanto, as atribuições que lhe compete, afinal a vida no bairro, em suas diversas expressões, continua depois do expediente, nos feriados e nos fins de semana. Assim, há que se considerar que, geralmente, a atuação do ACS está permeada de considerável envolvimento pessoal e interpessoal, o que pode trazer conflitos e desgaste emocional.” O desejo por resolução imediata foi inerente, mas ao mesmo tempo o contato com as questões técnico-administrativas, trouxe um sentimento de frustração e impotência avassalador. Essa fase lhe rendeu vários momentos de choro. Entretanto, o apoio da equipe técnica possibilitou reconhecer seus limites e facilitar a visualização de possíveis soluções. Utilizado todos os recursos disponíveis na rede: contato com familiares, parceria com vizinhos, farmacêutico da UBS para orientação sobre forma de organizar a administração dos medicamentos e programação de visitas regulares que facilitam o estabelecimento do vínculo. Após 10 meses de atuação, foi possível avaliar o quanto foi fundamental, não só a capacitação para o atendimento, mas também ter falado de suas próprias emoções para a equipe. Enfrentar o medo de “exposição”. Essa “alfabetização emocional” possibilitou fazer os enfrentamentos necessários frente às situações de agravos aos doentes crônicos e até tornou o trabalho prazeroso e produtivo em vários momentos. OBJETIVOS Refletir sobre a importância do reconhecimento de sentimentos negativos e seu enfrentamento na prática do ACS. METODOLOGIA Experiência vivida na região da UBS Colinas da Anhanguera, município de Santana de Parnaíba. Cada ACS tem em média, sob seus cuidados,750 famílias em que são programadas 26 visitas por ATENÇÃO BÁSICA 174
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