CONSIDERAÇÕES FINAIS É necessário e vital à Educação Permanente em saúde que se adicione novas metodologias no ensino, como estratégia para capacitar profissionais com o perfil delineado pelas demandas do Sistema Único de Saúde e da sociedade contemporânea. Vivenciar as dramatizações foi uma forma de aproximar os profissionais/alunos à prática, desenvolvendo a habilidade de análise de uma situação-problema e direcionando à sua rápida resolução, assim como exigido no cotidiano de uma sala de vacinas. Também como pressuposto, o trabalho realizado, além de aguçar a curiosidade, aprimorou as tomada de decisões, visto que desenvolveu o raciocínio quando instigou os alunos a pensar sobre cada caso. Dessa forma, a construção do conhecimento pode ser feita de maneira não só inovadora, mas também transformadora, tal como recomendado pelas diretrizes curriculares do ensino em saúde. Em tempo, é importante ressaltar que o uso de metodologias inovadoras não anula ou exclui a metodologia tradicional. O fato de 5% dos profissionais/alunos considerarem a metodologia regular, aponta que uma parcela ainda encontra dificuldades em se adaptar a novosmoldes, portanto, excluir totalmente asmetodologias tradicionais, pode prejudicar esta minoria. Ambas podem ser combinadas com êxito no processo de ensino a fim de facilitar o caminho individual de cada um rumo à aprendizagem. Como exposto, a experiência da turma com a dramatização foi bastante exitosa devido aos inúmeros benefícios da técnica, comprovada pela elevada nota média da prova de conclusão do curso. Logo, conclui-se que integrar metodologias ativas ao ensino teórico vem sendo uma forma de transformar o aprendizado, trazendo um significado diferente para o conceito de Educação Permanente. Uma metodologia centrada no aluno como sujeito da aprendizagem e apoiado no técnico apenas como facilitador desse processo tem-se firmado como um método muito eficiente. Portanto, faz-se necessário que os municípios brasileiras busquem inserir, cada vez mais, metodologias ativas em sua Educação Permanente em Saúde. Referências Bibliográficas 1. RomanC, Ellwanger J, Becker G; SilveiraA, MachadoC, Manfroi W. Metodologias ativas de ensinoaprendizagem no processo de ensino em saúde no Brasil: uma revisão narrativa. Clin Biomed Res. 2017;37(4):349-57. doi: 10.4322/2357- 9730.73911. 2. Mitre S, Batista R, Mendonça JM, Pinto NM, Meirelles C, Porto C, Moreira T, Hoffmann L. Metodologias ativas de ensino-aprendizagem na formação profissional em saúde: debates atuais. Cien Saúde Coletiva. 2008;13(supl. 2):2133- 44. doi: 10.1590/S1413-81232008000900018. 3. Gomes O, Morais RJ, Schwigel PA, Vasconcelos P, Lima TR, Andreto L, Vieira J, Oliveira R. Validade e Confiabilidade do Maastricht Clinical Teaching Questionnaire para Língua Portuguesa. Rev Bras Educ Med. 2019;43(2):15-24. doi: 10.1590/1981-52712015v43n2rb20180061. 4. Brasil. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/ CES nº 4, de 07 de Novembro de 2001. Institui diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em medicina. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 nov 2001; Sec. 1, p. 38 [citado 05 jan. 2019]. Disponível em: http:// portal.mec. gov.br/cne/arquivos/pdf/CES04.pdf. 5. Moreno LR. Trabalho em Grupo: experiências inovadoras na área da educação em saúde. In: Batista NA, Batista SH. Docência em saúde: temas e experiências. São Paulo (SP): Senac; 2004. p.85-99. 6. Freire P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25a. ed. São Paulo: Paz e Terra; 2002. 7. Pimenta S, Anastasiou L. Docência no ensino superior. São Paulo: Cortez; 2002. 8. Cavassin J. Perspectivas para o teatro na educação como conhecimento e prática pedagógica. Rev Científica/FAP. 2008;3:39-52. Disponível em: https://pt.scribd.com/ document/55546029/08-Juliana-Cavassin. 9. Deloney LA, Graham CJ. Wit: using drama to teach first-year medical students about empathy and Compassion. Teach Learn Med. 2003;15(4):247-51. doi: 10.1207/ S15328015TLM1504_06. In: Silva SR, Silveira LG, Fraga LP, Gomes OV. A dramatização como estratégia de ensino-aprendizagem na perspectiva discente: um relato de experiência no curso de medicina. Rev Med (São Paulo). 2019 set.-out.;98(5):324-8. GESTÃO DE PESSOAS 37
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