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Jan • Fev • Mar • Abr 2016 |
MEDICINA NUCLEAR EM REVISTA
HOMENAGEM
‘AAndréa vai trabalhar com o índio
marcado’. E todos ríamos muito des-
se momento de descontração.
Ele cuidava sempre de seus residen-
tes como filhos, não permitindo des-
lizes nem insubordinação, mas tam-
bém nunca nos deixando sozinhos
durante todo o caminhar do apren-
dizado. Lembro-me de um
ALASBIMN em Salvador, em que,
após as nossas apresentações de tra-
balho, todos comentavam: ‘Esse é
residente do Edwaldo’. E nós ficáva-
mos muito orgulhosos, pois ele sem-
pre nos instruía desde o modo de
falar até o trajar. E isso fez uma
grande diferença na minha forma-
ção. Hoje, só tenho a agradecer e
estimá-lo no mais alto grau, como
meu eterno MESTRE, e lembrá-lo
pelo grandioso legado deixado para
a medicina nuclear.
”
Por Andréa Gama Macedo - Belém (PA)
“
Sempre imaginei o ensino da medi-
cina com docentes realmente interes-
sados em passar o melhor de si pró-
prios, usando sua experiência de
vida e o fruto de anos de seu estudo
contínuo.
Prof. Edwaldo foi umdesses homens.
Transmitia a imagemde adorador do
que fazia, conhecia tudo o que estava
falando e gostava que outros vissem
seu trabalho com carinho e admira-
ção. Incansável, acho que nunca pen-
sou emparar de trabalhar, ensinar e
aprender. Foi-se a fase terrestre, mas
suas palavras e seus ensinamentos
atravessarão gerações de alunos.
Obrigada, Prof. Edwaldo Camargo.
”
Mariana da Cunha Lopes de Lima e
família – Campinas (SP)
“
O que posso dizer sobre o Dr.
Edwaldo Camargo? Para mim, nada
menos que ummarco. Não havia
conhecido emminha vida profissio-
nal uma pessoa tão peculiar. Dr.
Edwaldo me ensinou muito mais do
que a arte da medicina nuclear. Era
um profundo conhecedor do que se
propunha a ensinar, exemplo de
dedicação, doação, caráter e ética
moral. Mas ia além disso.
Exigente ao extremo. Queria que
fôssemos profissionais exímios.
Queria que soubéssemos anatomia,
fisiologia, semiologia, física...
Discussão de casos? Sim! Toda
segunda-feira bemcedinho. Em inglês!
Ainda não sabíamosmedicina nuclear
nememportuguês! Todo domingo à
noite, eu tinha dor de barriga. Queria
que soubéssemos nos apresentar em
público, comboa postura, dicção,
enfim... Queria-nos completos: críti-
cos, responsáveis e comprometidos, tal
qual ele. Se passássemos emseu con-
ceito, seríamos bons o bastante para
enfrentar omundo e fazer umamedi-
cina nuclear de excelência.
Assim foi. Tive grandes professo-
res emminha vida, porémpoucos
mestres. Dr. Edwaldo, semdúvida
nenhuma, contribuiu para aminha
experiência de vida pessoal, acadêmica
e profissional.
Não foi nada fácil. Exigiumuito
sacrifício e muitas lágrimas eu der-
ramei, mas consegui e tive o privi-
légio de dizer tudo isso a ele, quan-
do deixei de trabalhar na MND
para me mudar para Curitiba.
Sentia-me e estava pronta.
Ao querido Dr. Edwaldo, mestre por
excelência, todo o meu agradecimen-
to, carinho e respeito. Que eu conti-
nue assumindo com amor e afinco
minha profissão e continue, junta-
mente com tantos outros colegas que
com ele também aprenderam a arte
da medicina nuclear, a manter a hon-
ra de seu nome, porque ‘o discípulo
não pode estar acima de seu mestre;
entretanto todo aquele que completar
condignamente seu aprendizado,
será como seu mestre’ (Lucas 6:40).
Com eterna admiração e afeto.
”
Lara Carreira – Curitiba (PR)
“
O Dr. Edwaldo Camargo, em
minha primeira impressão, e dife-
rente de (quase?) todos, deixou uma
sensação de bom humor. Sim. Eu
percebi de início, naquele jeitão
sério de uma pessoa tão importante,
tão formal e que eu ali, no início de
residência, conhecia somente de
nome, um bom humor que eu não
conseguia bem definir.
A convivência foi aumentando na
residência e naturalmente outras
impressões foram surgindo. Era
admirável sua praticidade, capacida-
de profissional e genialidade na
construção de ideias; e mais ainda
sua vontade de compartilhar seus
conhecimentos e disso fazer des-
pertar no outro o seu melhor.




