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Jan • Fev • Mar • Abr 2016 |
MEDICINA NUCLEAR EM REVISTA
HOMENAGEM
“
Ao nosso querido e admirado
Professor Edwaldo Camargo, por
tudo o que representou em nossa
formação profissional, pela luta
constante, por ser um defensor
incansável das causas da nossa
Sociedade e pelos ensinamentos diá-
rios de caráter e retidão, seremos
eternamente gratos ao senhor. Com
todo carinho e saudade.
”
Turma 2001
(Fernanda Fahel, Semir Daher,
Rodrigo Rizzo, Dalton dos Anjos,
Marcelo do Vale)
Turma 2002
(Mariana Mazzo, Regis
Nogueira, Robson Macedo,
Carlos Eduardo Anselmi)
Turma 2003
(Renata Fockink, Sanja Dragosavac,
Flavia Rodrigues)
“
Dr. Edwaldo foi mais que ummes-
tre para todos nós que passamos
pelas suas discussões de caso e, cla-
ro, pela sua vida. Foi exemplo de ser
humano. Cobrava com rigor atitu-
des nossas como residentes que nos
fizeram respeitar a especialidade, os
funcionários envolvidos em todo o
processo, os colegas e professores, a
faculdade de medicina, o resultado
final do nosso trabalho, o laudo e, o
mais importante, o paciente. Não
admitia que não soubéssemos cada
detalhe do exame que estávamos
realizando, desde o preparo, a quí-
mica dos radiofármacos, a física das
radiações utilizadas, a clínica das
doenças envolvidas, os demais exa-
mes que poderiam ajudar, os trata-
mentos que poderiam afetar os estu-
dos cintilográficos etc. Tivemos que
apreender a manipular todos os
equipamentos. Ele falava: ‘E se um
dia seu técnico ficar doente e só tiver
você? Vai mandar o paciente embo-
ra? Quem não sabe fazer o exame,
não tem condições de laudá-lo da
melhor maneira possível’. Nas dis-
cussões de caso, éramos cobrados a
cada momento sobre gramática dos
laudos; ele dava aulas de acentuação
e pontuação. Dizia: ‘O laudo é o seu
trabalho final, todo o seu esforço
está aí e você vai escrever uma pala-
vra errada, vai colocar acento onde
não tem?’. O inglês era obrigatório,
como ler os artigos necessários para
a nossa formação. Defendia a espe-
cialidade com unhas e dentes, sem
papas na língua, falava o que tinha
que ser falado. Sempre pontual, não
admitia irresponsabilidades e levar
as coisas com a barriga. Problemas
pessoais? A porta da sua sala estava
sempre aberta. Emociono-me muito
porque invariavelmente uma vez ao
dia, quando estou trabalhando, ele
me assombra a consciência com
alguma tirada espetacular sobre
esse nosso exame tão fisiológico e
por isso tão difícil de interpretar.
Então meu laudo já fica diferente,
com um pouquinho dele ali. O bom
é que isso vai durar até eu fazer meu
último laudo, sem sombra de dúvi-
da. Ele foi esse tipo de mestre, que
você leva para a vida toda.
”
Pedro Arouca – Piracicaba (SP)
“
No dia 4 de março de 2016, faleceu
na cidade de São Paulo o Prof.
Doutor Edwaldo Eduardo Camargo,
deixando um extenso e inestimável
legado na medicina nuclear brasilei-
ra, que inclusive cruzou fronteiras e
foi de especial relevância em todos
nós, que tivemos o privilégio de tê-lo
como mentor. O Prof. Doutor
Edwaldo Eduardo Camargo é sem
nenhuma dúvida um ícone na medi-
cina nuclear mundial e, no meu caso
particular, seu aluno de nacionali-
dade colombiana, foi minha inspira-
ção e exemplo a seguir. Para ele, só
posso expressar minha eterna admi-
ração e agradecimento. Só posso
dizer com sinceridade e cheio de
saudade, valeu mestre. Muito obri-
gado por tudo.
”
Francisco Severiche Araújo, médico
nuclear. Diretor científico de Gamascan
Ltda. Membro titular da Associação
Colombiana de Medicina Nuclear -
Cartagena, Colômbia
“
Para ser um grande professor, é
preciso amar e conhecer profunda-
mente o que se pretende ensinar. É
necessário ser capaz de manter dis-
Dr. Edwaldo também era muito querido e admirado, principalmente pelos
seus alunos. Por isso, alguns deram depoimentos para lembrá-lo:




