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MEDICINA NUCLEAR EM REVISTA
| Jan • Fev • Mar • Abr 2016
HOMENAGEM
olhadas de canto de olho quando
falávamos ‘captation’ em vez de
‘uptake’, o rodar do relógio no dedo,
o sorrisinho de canto de boca... Ele
era rígido, mas nunca mal-educado
ou desrespeitoso. Ele era exigente
para ter orgulho de seus alunos. Ele
foi O PROFESSOR, O GRANDE
MESTRE! E eu o amava como um
pai e tive a oportunidade (e orgulho)
de tê-lo como meu mestre. A medi-
cina nuclear do Brasil e do mundo
perdeu um grande nome. Descanse
em paz! E até um dia....
”
Renata Fockink, ex-aluna – Brasília (DF)
“
Há cerca de 20 anos, iniciei meu
estágio de residência médica na
Unicamp, onde tive a sorte e a honra
de conviver intensamente com o Dr.
Edwaldo Camargo, de quemme
recordo como um professor exigen-
te, sobretudo disponível, pronto
para instruir e, no meu modo de
sentir, muito amável e acolhedor.
Com a maturidade, ao enfrentar as
dificuldades e os desafios da vida
profissional, me dei conta da impor-
tância desses anos de intenso
aprendizado. No exercício da
minha profissão, não raro, lembro-
me daqueles dias da minha forma-
ção e, a cada dia que passa, minha
gratidão aumenta... Fica a vontade
de retribuir.
Acho que, de certa forma, quan-
do nós, ex-residentes do Dr.
Edwaldo, espalhados pelos quatro
cantos do Brasil (como ele mesmo
costumava dizer), trabalhamos com
ciplina e de despertar ummisto de
respeito e temor. Grandes professo-
res são obstinados, trabalham duro,
suportam pressões, são extrema-
mente organizados e preocupados
com seus alunos. Os melhores ensi-
nam com entusiasmo, motivam e
propõem desafios para seus discí-
pulos. Qualquer um que já tenha
sido aluno do Prof. Edwaldo reco-
nhece facilmente nele todas essas
qualidades. Há poucos professores
assim. Todos nós já testemunhamos
o amor que ele tinha à medicina
nuclear e sua indiscutível expertise
na área e tivemos sempre por ele
muito respeito. Perdemos um gran-
de mestre, e a medicina nuclear bra-
sileira, o seu maior nome e defensor.
O colega divertido e o amigo verda-
deiro e solidário que tive o privilégio
de conhecer atrás de sua imagem
séria e formal, esses atributos farão
ainda mais falta para mim.
”
Allan Santos, medicina nuclear HC/
Unicamp, Hospital Sírio-Libanês e MND
“
‘Você tem que aprender e saber
muito mais do que eu sei sobre
medicina nuclear, porque assim
terei orgulho de dizer que fui seu
professor.’ Essas palavras mudaram
a minha vida e meu conceito de pro-
fessor. Foram palavras do meu
grande MESTRE, Dr. Edwaldo
Camargo. Uma pessoa de valor ines-
timável pelo profissionalismo, ética
e sabedoria. Fará uma falta imensa,
incalculável. Nada será como antes.
As temidas reuniões em ‘english’, as
dedicação e respeito ao paciente,
procuramos fazer os exames com
esmero e compromisso, reproduzi-
mos em nossas cidades as lições
que aprendemos.
Somos todos mortais, mas
alguns poucos, como nosso querido
mestre, conseguem manter o brilho
de suas existências mesmo quando
se extingue a vida. Saudades, eter-
no ‘chefe’.
”
Ana Beatriz Marinho de Jesus
Teixeira - Goiânia (GO)
“
Dr. Edwaldo sempre foi muito
importante na minha jornada de
médico nuclear, desde a escolha
pela especialidade, pois foi uma de
suas aulas em congresso, vista por
um grande amigo radiologista, que
me influenciou a escolher a medi-
cina nuclear como profissão, pas-
sando pela formação na residência
da Unicamp e, finalmente, no meu
dia a dia.
Sua disciplina, para nós, era um
espelho e um lema a ser seguido.
Sempre muito rígido, porém doce
ao mesmo tempo, quando o
momento permitia, o que gerava
uma convivência muito salutar,
por isso não posso deixar de lem-
brar as reuniões diárias em que
nos fazia sempre pensar no que
havia por trás de cada imagem,
fazendo-nos construir a história
do paciente. E isso eu faço até hoje
nos meus laudos. Tinha também
um lado brincalhão, quando ele me
dizia, por eu morar na Amazônia:




