ABHH em Revista #11/2024

ABHH em Revista 11 / 2024 18 intervenções precoces, notadamente no SUS, principal fonte de assistência à saúde para a maioria da população. Este cenário evoluiu com melhora na qualidade de vida dos pacientes, aumento da sobrevida e diminuição na morbidade do tratamento. “Hoje temos importantes tratamentos no SUS como a imunoterapia, o transplante autólogo e as terapias-alvo. Desde 2011, por exemplo, o SUS disponibiliza anticorpo monoclonal para o tratamento de pacientes com linfoma não-Hodgkin de grandes células B, ampliando o uso em 2013 para o tratamento do linfoma não-Hodgkin folicular, um medicamento essencial. Reconhecemos os esforços do poder público e de outros setores da sociedade para melhorar o acesso e a qualidade do tratamento do câncer no país, mas, apesar desses esforços, muitos desafios persistem”, analisa a gerente de Políticas Públicas e Advocacy da Abrale, Luana Ferreira Lima. “Hoje o SUS, em sua grandiosidade, consegue dar as respostas necessárias para os pacientes com câncer até certo ponto da jornada. A partir daí, o Reconhecemos os esforços do poder público e de outros setores da sociedade para melhorar o acesso e a qualidade do tratamento do câncer no país, mas, apesar desses esforços, muitos desafios persistem Falta capacitação para a equipe médica que recebe o paciente com os primeiros sintomas ou algum sinal e não suspeita de uma doença onco-hematológica paciente fica sozinho esperando resoluções que muitas vezes não chegam ou chegam com muito atraso, o que implica seriamente no desfecho do tratamento”, afirma Marlene Oliveira, presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida. O instituto realizou em 2023 a pesquisa “O câncer no Brasil, a realidade paciente”. “O que constatamos, agora com uma pesquisa real, é a total disparidade de processos, os enormes vazios assistenciais, a falta de profissionais, assim como, de capacitação, as dificuldades díspares e as angústias vivenciadas por esses centros e unidades que precisam atender e dar as respostas que os pacientes precisam em toda a sua jornada de tratamento”, complementa Marlene. Incorporado, mas não disponível Outro desafio é quando ocorre a incorporação de tratamentos e medicamentos, mas o paciente não consegue ter acesso efetivo — qualquer nova tecnologia ou medicamento incorporado ao SUS deve estar Luana Ferreira Lima, coordenadora de Políticas Públicas e Advocacy da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia em perspectiva

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