perfil dos principais cientistas da medicina transfusional do mundo, período em que adquiriu muito conhecimento e agilidade em pesquisa. Pesquisa com doenças transmissíveis No seu retorno ao Brasil em 1994, com toda a bagagem científica que acumulou, Ester iniciou seu trabalhou na Fundação Pró-Sangue, onde ficou até 2011. Lá, ela passou a trabalhar com doenças transmissíveis pelo sangue, seguindo para o estudo das doenças tropicais na USP com investigação sobre Doença de Chagas, se tornando uma das principais estudiosas sobre a doença no país e contribuindo para os avanços para entender os mecanismos da doença. De 2015 a 2019, Ester dirigiu o Instituto de Medicina Tropical da USP. “Este treinamento me abriu portas. Consegui um emprego na Fundação Pró-Sangue porque eu conhecia a técnica de biologia molecular do PCR que, naquela época, era nova e existia o interesse de implementar esses testes na fundação”, explica. Foi a partir desse momento, pontua, que ela passou a se dedicar totalmente à pesquisa, deixando os plantões e a prática clínica. Nesse meio tempo, Ester submeteu um projeto com outros profissionais ao Programa REDS (Retrovirus Epidemiology Donor Study), que tem como estudo principal o processo da doação de sangue e o acompanhamento de exames para vírus em candidatos à doação, tendo como proposta encontrar as condições ideais para que se tenha um sangue cada vez mais seguro. “Ganhamos o projeto em 2006 e, em 2007, começamos a trabalhar. Foi quando começou a deslanchar na área de pesquisa em segurança transfusional porque o recurso era grande e dava para fazer muitos estudos e aprender muito com o REDS, que completa 17 anos”, lembra a cientista, atual coordenadora do programa no Brasil. Ela considera a hemoterapia como uma área muito interessante. “A pesquisa em banco de sangue abrange áreas muito diferentes, desde a área tecnológica, de desenvolvimento de testes, à biologia molecular, como também à parte social de compreender o doador, a motivação, de entender a regulamentação, por fim, a área vai da epidemiologia à tecnologia”, diz. Torço para que cada vez mais mulheres sejam reconhecidas por seu papel na ciência e que ocupem mais cargos de liderança Governo do Estado de São Paulo ABHH em Revista 11 / 2024 30 Profa. Ester Sabino durante cerimônia de entrega do Prêmio Ester Sabino de 2022
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