Atenção Básica - Vol.I

RESGATE DA AUTONOMIA E DO PROTAGONISMO DO ENFERMEIRO COMO ESTRATÉGIA DE AMPLIAÇÃO DO ACESSO À APS NO MUNICÍPIO DE DIADEMA/SP Autores: Ferla Maria Simas Bastos Cirino, Jussara Balbino de Aragão , Daniela Silva Campos, Lucia Yasuko Izumi Nichi Instituição: Secretaria Municipal de Saúde de Diadema Município: Diadema CIR: ABC Endereço: Avenida Antônio Piranga Telefone: 40438092 Celular: 933103447 Email: saude@diadema.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA Pressionadaspelademandaeagendas lotadas, equipesdiscutemestratégiasdeorganizaçãodaagendae ampliação do acesso como forma de garantir os atributos da APS como integralidade e longitudinalidade do cuidado. Desta forma, propõe-se descrever a influência do resgate da autonomia e do protagonismo do enfermeiro na ampliação do acesso ao atendimento de usuários na APS emDiadema/SP. OBJETIVOS Descrever o processo de retomada da autonomia e protagonismo do enfermeiro para ampliação do acesso ao atendimento dos usuários, em seis UBS de Diadema/SP. METODOLOGIA Tratou-se de um relato de experiência vivenciada por seis UBS de Diadema/SP. O município possui toda sua rede básica informatizada, portanto, os atendimentos são realizados na plataforma e-SUS AB – Prontuário Eletrônico do Cidadão. A UBS ABC foi pioneira na estratégia de ampliação do acesso através do resgate da autonomia do enfermeiro no acolhimento à demanda espontânea, por iniciativa da gestão local, em abril de 2017. A partir desta experiência exitosa o município iniciou um movimento de implantação e disparou a necessidade de criação do GT (Grupo Técnico) para discutir, apoiar e qualificar esses processos em outras UBS. Cenário anterior à implantação As unidades operavam o modelo de Agenda Tradicional, disponibilizada na recepção e fragmentada em função de grupos programático. Agendas esgotavam-se entre 2 a 5 dias após abertura e tinham esperas de 40 a 50 dias. Findando as vagas, a população era orientada a aguardar nova abertura no fimdomês. As agendas dos enfermeiros, muitas vezes, eram oferecidas à população na ausência das vagas médicas. As queixas agudas eram direcionadas para o enfermeiro do acolhimento que tinha poucas vagas de encaixe, direcionando os usuários para o médico que tinha vaga naquele momento e não necessariamente para o médico da equipe. Não havia fluxo definido e nem protocolo de demanda espontânea e de classificação de risco. Gerentes das UBS e equipes estavamdescontentes quanto aomodelo hegemônico emque operava uma agenda na recepção, bem como as barreiras de acesso que permeava este modelo de agendamento. Diante disso, foram realizadas rodas de conversa com as equipes, em cada UBS, para sensibilizar e discutir as diferentes formas de acesso, favorecendo espaços de construção conjunta e horizontal. O acolhimento à demanda espontânea foi amplamente discutido em todos os espaços coletivos e com Conselhos Gestores das UBS, com objetivo de sensibilizar as equipes e promover espaço de reflexão crítica sobre os processos de trabalhos. Nessas discussões tambémpermeava questões relacionadas à ATENÇÃO BÁSICA 119

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