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medicina nuclear em revista

| Out • Nov • Dez 2015

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o especial ista

© SBMN • Arquivo

não haja desafios. Existem muitos.

Em vários países, é difícil encon-

trar radiotraçadores promissores

para o diagnóstico e terapia de

pacientes. Existem também desa-

fios regulatórios e questões gover-

namentais que precisam de muita

atenção em todo o mundo. Cada

região tem sua particularidade, e o

que pode estar acontecendo nos

Estados Unidos pode ser muito

diferente do que está acontecendo

no Brasil ou na Europa, por exem-

plo. Diante dessa pluralidade, a

comunidade de medicina nuclear

ao redor do mundo deve se unir,

pois, no geral, nossa especialidade

é pequena. Precisamos da coope-

ração de todos para que as mudan-

ças aconteçam e a especialidade

possa evoluir. Existe uma pressão

externa sobre a medicina nuclear,

mas se estivermos juntos e lutar-

mos como um time, certamente

iremos evoluir.

O senhor citou o campo da

teranóstica. O que os médicos

nucleares podem esperar dessa

área futuramente?

A medicina nuclear trabalha em

conjunto com equipes que prestam

cuidados aos pacientes e a ideia é

que, juntos, eles sigam o que chama-

mos de medicina de precisão. Isso

significa que nem todo diagnóstico

e nem todo tratamento seja feito da

mesma maneira. Por meio da medi-

cina nuclear e de outras modalida-

des de imagens, é possível entender

exatamente o comportamento de

um tumor, por exemplo.

Dependendo dele, conseguimos

traçar planos de tratamento utili-

zando novas terapias-alvo.

Qual a sua opinião sobre

a possível crise global de

escassez de molibdênio?

Na verdade, têm sido encontradas

novas fontes de molibdênio, que

vêm facilitando bastante essa ques-

tão. Não sou um expert na área, mas

sei que o cenário está melhorando e

que esse não será um problema no

futuro. Entendo que entre dois ou

três anos não haverá mais essa preo-

cupação relacionada à escassez. O

cenário não está tão ruim quanto se

pensa, está melhorando.

O que um médico nuclear

precisa para se destacar em

sua área de atuação?

Primeiramente, como médico, é pre-

ciso que se preocupe realmente com

seus pacientes. Converse com eles,

certifique-se de que os procedimen-

tos foram solicitados e precisam ser

feitos, saber se são apropriados. Se

não forem, o médico deve conversar

com outros colegas e sugerir dife-

rentes abordagens. Se forem apro-

priados, é preciso ter certeza de que

serão feitos procedimentos de alta

Pela primeira vez no país, o Prof. Hossein JADVar

palestrou no CBMN e visitou a UFF e o INCA