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Out • Nov • Dez 2015 |

medicina nuclear em revista

14

o especial ista

qualidade. Também é necessário,

claro, manter-se sempre atualizado

em relação ao conhecimento cientí-

fico, saber o que está acontecendo

no mundo e conversar commédicos

referendados. É preciso também

trabalhar em time para tentar trazer

o que há de mais moderno ao seu

serviço, melhorar a comunidade

médica do hospital e oferecer aos

pacientes o que há de mais moderno

em procedimentos e terapias.

Por que o senhor escolheu

a medicina nuclear?

Senti que a medicina nuclear era

um campo muito interessante, pois

era o único que unia a química, a

física, a biologia, a tecnologia e a

prática da medicina, tudo embaixo

de um único ‘guarda-chuva’. Sinto-

-me um afortunado por ter encon-

trado mentores excelentes durante

os meus estudos, que, sem dúvida,

influenciaram muito minha deci-

são. Há duas semanas, estive em

uma conferência na Carolina do

Sul com grandes lendas da medici-

na nuclear e um deles respondeu a

uma questão similar a sua: “Por

que você escolheu a medicina

nuclear?”. E ele disse:

“Simplesmente porque ela é a

melhor!”. E eu estou de acordo. Já

estou há 15 anos envolvido com a

medicina nuclear e, para mim, essa

é a melhor coisa que já aconteceu

para a medicina.

Qual a sua percepção sobre a

medicina nuclear brasileira?

Sei que a comunidade de médicos

nucleares e especialistas de áreas

correlatas no Brasil é pequena e

acho que é preciso mais programas

de formação da especialidade. Ao

Ao trazer os jovens para a

medicina nuclear, é possível

crescer como sociedade e se

tornar mais forte diante de

outros campos da medicina e

do próprio governo. Sugiro

que as Sociedades ao redor do

mundo tentem colaborar umas

com as outras e com a sNmmi

trazer médicos jovens e brilhantes

para a medicina nuclear, é possível

crescer como Sociedade e se tornar

mais forte diante de outros campos

da medicina e diante do próprio

Governo. Sempre sugiro que as

sociedades de medicina nuclear ao

redor do mundo tentem colaborar

umas com as outras e, sobretudo,

com a SNMMI, que é a maior

comunidade internacional da área.

Temos 18 mil membros e 10% deles

são de sociedades internacionais.

Então, dentro da nossa própria

sociedade, já temos uma mistura

internacional muito grande e eu,

pessoalmente, espero que isso cres-

ça ainda mais. Desejo uma boa

relação com o Brasil e outros países

e, evidentemente, uma relação pró-

xima com os líderes das sociedades

locais. Assim, podemos colaborar

mutuamente e termos certeza de

que a medicina nuclear é forte em

qualquer lugar do mundo.

Esta é sua primeira vez no Brasil?

Como tem sido a passagem pelo

País? Quais as suas considerações

sobre o Congresso Brasileiro de

Medicina Nuclear?

Esta é minha primeira vez no

Brasil e minha experiência tem

sido muito positiva, tanto no

aspecto científico quanto social.

Tive a oportunidade de visitar a