Out • Nov • Dez 2015 |
medicina nuclear em revista
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o especial ista
qualidade. Também é necessário,
claro, manter-se sempre atualizado
em relação ao conhecimento cientí-
fico, saber o que está acontecendo
no mundo e conversar commédicos
referendados. É preciso também
trabalhar em time para tentar trazer
o que há de mais moderno ao seu
serviço, melhorar a comunidade
médica do hospital e oferecer aos
pacientes o que há de mais moderno
em procedimentos e terapias.
Por que o senhor escolheu
a medicina nuclear?
Senti que a medicina nuclear era
um campo muito interessante, pois
era o único que unia a química, a
física, a biologia, a tecnologia e a
prática da medicina, tudo embaixo
de um único ‘guarda-chuva’. Sinto-
-me um afortunado por ter encon-
trado mentores excelentes durante
os meus estudos, que, sem dúvida,
influenciaram muito minha deci-
são. Há duas semanas, estive em
uma conferência na Carolina do
Sul com grandes lendas da medici-
na nuclear e um deles respondeu a
uma questão similar a sua: “Por
que você escolheu a medicina
nuclear?”. E ele disse:
“Simplesmente porque ela é a
melhor!”. E eu estou de acordo. Já
estou há 15 anos envolvido com a
medicina nuclear e, para mim, essa
é a melhor coisa que já aconteceu
para a medicina.
Qual a sua percepção sobre a
medicina nuclear brasileira?
Sei que a comunidade de médicos
nucleares e especialistas de áreas
correlatas no Brasil é pequena e
acho que é preciso mais programas
de formação da especialidade. Ao
Ao trazer os jovens para a
medicina nuclear, é possível
crescer como sociedade e se
tornar mais forte diante de
outros campos da medicina e
do próprio governo. Sugiro
que as Sociedades ao redor do
mundo tentem colaborar umas
com as outras e com a sNmmi
trazer médicos jovens e brilhantes
para a medicina nuclear, é possível
crescer como Sociedade e se tornar
mais forte diante de outros campos
da medicina e diante do próprio
Governo. Sempre sugiro que as
sociedades de medicina nuclear ao
redor do mundo tentem colaborar
umas com as outras e, sobretudo,
com a SNMMI, que é a maior
comunidade internacional da área.
Temos 18 mil membros e 10% deles
são de sociedades internacionais.
Então, dentro da nossa própria
sociedade, já temos uma mistura
internacional muito grande e eu,
pessoalmente, espero que isso cres-
ça ainda mais. Desejo uma boa
relação com o Brasil e outros países
e, evidentemente, uma relação pró-
xima com os líderes das sociedades
locais. Assim, podemos colaborar
mutuamente e termos certeza de
que a medicina nuclear é forte em
qualquer lugar do mundo.
Esta é sua primeira vez no Brasil?
Como tem sido a passagem pelo
País? Quais as suas considerações
sobre o Congresso Brasileiro de
Medicina Nuclear?
Esta é minha primeira vez no
Brasil e minha experiência tem
sido muito positiva, tanto no
aspecto científico quanto social.
Tive a oportunidade de visitar a




