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MEDICINA NUCLEAR EM REVISTA
| Jan • Fev • Mar • Abr 2016
O ESPECIAL ISTA
© CNEN • ARQUIVO
Engenharia (Coppe), na UFRJ.
Também atuei na Indústrias
Nucleares do Brasil (INB) e como
consultor na Marinha por 15 anos
no desenvolvimento das ultracentrí-
fugas de urânio, além de prestar
consultoria para a própria CNEN na
área de rejeitos radioativos, princi-
palmente após o acidente em
Goiânia com o césio 117.
Nos últimos quatro anos, conci-
liei o trabalho na universidade com
a atuação na diretoria executiva da
Academia Brasileira de Ciências.
Quando o ministro Celso Pansera
(Ministério da Ciência, Tecnologia e
Inovação - MCTI) assumiu a pasta
em outubro do ano passado, ele bus-
cou na Academia nomes para tomar
a frente das grandes instituições
ligadas ao Ministério. Senti-me hon-
rado quando meu nome foi ofereci-
do, além de me sentir à vontade por
ter atuado na área nuclear por toda
a minha vida. Tenho certeza de que
será um desafio importante colabo-
rar ainda mais com a CNEN, agora à
frente da Comissão.
HOJE À FRENTE DA CNEN, RENATO
MACHADO COTTA ACUMULA 35
ANOS DE ATUAÇÃO NA ÁREA DE
ENGENHARIA NUCLEAR E ENCARA A
PRESIDÊNCIA COMO OPORTUNIDADE
DE FAZER MAIS PELA COMISSÃO
Quais são as perspectivas para a
CNEN nos próximos anos?
Os próximos anos de trabalho da
CNEN serão marcados por muito
afinco para tirar do papel e executar
alguns projetos em andamento que
serão de extrema importância para
o setor nuclear brasileiro nos mais
diversos segmentos.
O primeiro – e, sem dúvida, o
principal - é o Reator
Multipropósito Brasileiro (RMB),
que é também um dos projetos mais
importantes do próprio MCTI, um
dos três inseridos hoje no Programa
de Aceleração do Crescimento
(PAC). Seu projeto estrutural foi
todo desenvolvido no Brasil pelos
técnicos da CNEN e já foi aprovado.
Agora estamos em vias de contratar
o projeto executivo, que prepara os
documentos para a construção. Por
diversos fatores, esse projeto será
assinado com a INVAP, uma empre-
sa argentina que já construiu outros
reatores similares ao RMB.
Além dele, teremos outro projeto
de grande porte, o Repositório de
Rejeitos Radioativos de Baixo e
Médio Nível, que surge para centra-
lizar em apenas um lugar todos os
rejeitos produzidos no País em
diversas aplicações. Ele teve seu
projeto conceitual aprovado e está
em fase de projeto básico, seguindo
agora para as próximas etapas
enquanto projeto de engenharia.
Finalmente, temos o Laboratório
Nacional de Fusão Nuclear, que está
dentro do próprio sítio do RMB, em
Niterói, Rio de Janeiro.




