Background Image
Table of Contents Table of Contents
Previous Page  19 / 36 Next Page
Information
Show Menu
Previous Page 19 / 36 Next Page
Page Background

19

MEDICINA NUCLEAR EM REVISTA

| Jan • Fev • Mar • Abr 2016

O ESPECIAL ISTA

de um quarto da nossa receita vem

pelo SUS, que atende três quartos

da população brasileira, enquanto

três quartos da renda vêm do setor

privado, que atende um quarto da

população. Acredito que o futuro

passa por equilibrar um pouco

mais essa relação para ampliar

ainda mais a especialidade e os

benefícios que ela pode trazer.

Quais são, em sua opinião, os

pontos-chave para a expansão

da especialidade?

Um deles é que a iniciativa privada

assuma cada vez mais seu papel na

produção de radiofármacos, entre

aqueles que não estão no monopólio

governamental. É natural que, quanto

mais oferta de radiofármacos tiver-

mos, comuma logística adequada

para fornecimento emdiferentes

locais do País, mais facilitada será a

expansão damedicina nuclear.

Outro ponto passa pela CNEN,

que também pode ter um papel mais

relevante em seus centros de pes-

quisa espalhados pelo Brasil. Hoje

temos uma produção que ocorre

basicamente no Centro Regional de

Ciências Nucleares do Nordeste

(CRCN), em Recife (PE), no Centro

de Desenvolvimento da Tecnologia

Nuclear (CDTN), em Belo Horizonte

(MG), no Instituto de Energia

Nuclear (IEN), no Rio de Janeiro

(RJ), e no Instituto de Pesquisas

Energéticas e Nucleares (Ipen), em

São Paulo (SP), que é o grande for-

necedor atualmente, abrigando a

base de toda a radiofarmácia do

Brasil, de onde saem aproximada-

mente 87% dos radiofármacos utili-

zados no País.

A expansão do setor passa prin-

cipalmente por um apoio do SUS,

para que seja possível encontrar

uma solução ótima, que una recur-

sos públicos e privados. Isso é

necessário para que se tenha uma

produção de fármacos mais diversi-

ficada, com logística facilitada e um

custo interessante para os atores

que participam do processo.

A SBMN e outras instituições

estabeleceram um amplo projeto

de expansão, que passa por áreas

como ensino, valorização de hono-

rários, aumento de autonomia e

avanços na regulamentação de

produção e venda de insumos.

Como a CNEN está nessa conjun-

tura? Como ela pode unir esforços

com a SBMN nessa empreitada?

Nossa maior motivação em apoiar

a expansão da especialidade são

os próprios efeitos sociais da

medicina nuclear, que represen-

tam profundas melhorias no nível

de saúde da população, com ferra-

mentas para terapia e diagnóstico.

A CNEN e a SBMN trabalham

juntas pela expansão desses efei-

tos sociais.

Nossa principal iniciativa para

isso é estrutural, o já falado RMB.

Esperamos colaborar com pesqui-

sas de novos radiofármacos e em

materiais e técnicas necessários

para a construção de usinas e cen-

tros de pesquisa. Também nos

aproximamos desse objetivo na

área de ensino, uma vez que todas

as nossas grandes unidades ofere-

cem cursos de pós-graduação, com

mestrado e doutorado.

Vemos com grande preocupação

essa estrutura gerencial que temos

atualmente para a produção de

radiofármacos, por isso pesquisa-

mos sempre soluções para manter

esse fluxo funcionando de forma

cada vez mais ágil e eficiente.

PARA COTTA, EXPANSÃO DA ESPECIALIDADE PASSA POR UMA

COALIZAÇÃO ENTRE PODER PÚBLICO E INICIATIVA PRIVADA

© CNEN • ARQUIVO