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Jan • Fev • Mar • Abr 2016 |
MEDICINA NUCLEAR EM REVISTA
ESPECIAL
do em exames da tireoide, e o
metaiodo -benzilguanidina
(MIBG), além de um tipomarcado
com flúor 18, a fluordesoxiglicose
(FDG), usada principalmente em
oncologia. No total, o Instituto atende
a umamédia de 40 hospitais e clínicas
por ano, espalhados por oito estados
brasileiros, alémdo Distrito Federal.
A instalação de novos tomógrafos
do tipo PET emhospitais, assimcomo
a liberação da cobertura do Sistema
Único de Saúde (SUS) para alguns
exames, tende a fazer a demanda por
esses insumos crescer. O Instituto
Nacional de Câncer (Inca), por exem-
plo, é omaior cliente do IEN, absor-
vendo cerca de 25%da produção de
MIBG e 70%do FDG.
Já o Centro de Desenvolvimento
da Tecnologia Nuclear (CDTN),
emBelo Horizonte (MG), foi fundado
em 1952 por umgrupo de professores
da Escola de Engenharia da
Universidade Federal deMinas
Gerais (UFMG). Sob a liderança de
Francisco de AssisMagalhães, o
Centro surgia ainda como Instituto de
Pesquisas Radioativas (IPR) e tinha
como atividades iniciais a pesquisa de
ocorrências de minerais radioativos e
estudos nas áreas de física e química
nuclear, metalurgia e materiais de
interesse nuclear.
Seu primeiro reator de pesquisa,
chamado de TRIGAMark 1 (sigla
para Training Research Isotope
General Atomic), foi inaugurado em
1960, dedicado à pesquisa e à produ-
ção de radioisótopos, assim como ao
treinamento de pessoal.
Cinco anos depois, em 1965, o IPR
passou a integrar o Plano Nacional de
Energia Nuclear, a partir da assinatu-
ra de um convênio entre a UFMG e a
outras instituições de pesquisa,
indústrias e órgãos governamentais,
numa configuração próxima à vista
hoje. No quesito ensino, o Centro ini-
ciou o programa de pós-graduação
commestrado em 2003 e doutorado
em 2010.
Estrutura
Atualmente, as atividades de P&D
são conduzidas por grupos de
pesquisa distribuídos em três
divisões técnicas: Divisão de
CNEN. Sua denominação como
CDTN só veio em 1977, depois de
se separar da Universidade e ser
incorporado pela estatal Empresas
Nucleares Brasileiras S/A
(Nuclebrás), apoiando o desenvolvi-
mento tecnológico das unidades
industriais e absorvendo a tecnologia
nuclear transferida pelo acordo
Brasil-Alemanha (1974-1988).
Nesse período, o Centro ainda
atuou emáreas como prospecção de
urânio, licenciamento das instalações
de mineração, beneficiamento do
minério de urânio, fabricação de ele-
mentos combustíveis e treinamento
de operadores de reatores para a
usina nuclear de Angra 1.
Em 1988, coma extinção da
Nuclebrás, voltou a fazer parte da
CNEN e ter uma atuação voltada
para pesquisa e desenvolvimento e
formação especializada na área
nuclear e outras áreas correlatas. Foi
nessa nova fase que o CDTN passou a
estabelecer maior cooperação com
PRINCIPAIS INSTALAÇÕES
• Acelerador de Partículas Cíclotron CV-28
• Acelerador de Partículas Cíclotron RDS-111
• Laboratório de Computação Paralela
• Laboratório de Inteligência
Artificial Aplicada
• Laboratório de Interface Homem/Sistema
• Laboratório de Realidade Virtual
• Laboratório de Usabilidade e
Confiabilidade Humana
• Laboratório de Termo-Hidráulica
Experimental
• Reator Argonauta
Informações: Comunicação CDTN
UNIDADE DE PESQUISA E PRODUÇÃO
DE RADIOFÁRMACOS (UPPR) DO CDTN
ATUALMENTE PRODUZ DOIS FÁRMACOS
© CDTN




