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21

MEDICINA NUCLEAR EM REVISTA

| Jan • Fev • Mar • Abr 2016

ESPECIAL

de aplicações pacíficas da energia

nuclear. Batizado de Argonauta,

esse equipamento foi desenvolvido

no campus da Universidade segun-

do projeto do laboratório americano

de Argonne. Ele foi construído com

93% de componentes nacionais e

entrou em operação em 20 de feve-

reiro de 1965.

Com o passar dos anos e a diver-

sificação das pesquisas realizadas pelo

Instituto, foi preciso adquirir outros

equipamentos e construir instalações

como laboratórios de física, química e

materiais nucleares, seguidos pela

organização de umserviço de prote-

ção radiológica. O ano de 1974 foi mar-

cado pela instalação de um acelera-

dor de partículas de energia variá-

vel, o Cíclotron VC-28. Na década

seguinte, o IEN deu início pioneira-

mente à fabricação de radioisótopos

para uso médico com aceleradores,

enquanto que em 2002 foi adquirido

o cíclotron compacto RDS-111 para a

produção de flúor-18.

Nesse processo, a área de instru-

mentação nuclear, criada para dar

suporte às atividades do próprio

Instituto, adquiriu ao longo dos

anos competência para desenvolver

e produzir sistemas fundamentais

para a segurança e operação de usi-

nas nucleares e equipamentos para

radioproteção, medicina nuclear e

pesquisa. O IEN deixou de atuar na

produção direta desses equipamen-

tos a partir de 2003, quando passou

a licenciar seus projetos tecnológi-

cos para a indústria nacional.

O Instituto ainda realizou avanços

na área da educação, coma criação,

em 2010, e consequente consolida-

ção, do Programa de Pós-Graduação

do IEN (PPGIEN), com o ofereci-

mento de mestrado acadêmico em

engenharia de reatores nucleares e

pós-doutorado. O objetivo dessa

extensão é consolidar o Brasil como

fonte de profissionais com qualifica-

ção técnica e científica para o exercí-

cio de atividades profissionais de

docência e pesquisa.

Estrutura

Atualmente, as principais competên-

cias do IEN são identificadas pelo

que a gestão institucional classifica

como projetos estruturantes: Centros

de Reatores Avançados (Engenharia

de Reatores e de Salas de Controle),

de Aplicações de Técnicas Nucleares

(na indústria e na medicina) e de

Química de Materiais Nucleares.

Juntando os programas de pós-

-graduação, de produção de radio-

fármacos e de recolhimento e arma-

zenamento de rejeitos, soma-se uma

força de trabalho constituída hoje

por 268 servidores, 37 colaboradores

e 65 terceirizados.

Em conformidade com as diretri-

zes e prioridades estabelecidas pela

CNEN, compete ao IEN utilizar essa

estrutura para realizar atividades de

pesquisa e desenvolvimento, produ-

ção tecnológica e de ensino e treina-

mento em áreas de ciência e tecnolo-

gia nuclear e correlatas. Além disso,

o Instituto acumula funções como

prestar suporte técnico-científico à

área regulatória no licenciamento de

instalações nucleares e radioativas,

realizar atividades de radioproteção

e segurança, capacitar recursos

humanos para o setor nuclear e atuar

na produção de radioisótopos, radio-

fármacos e substâncias marcadas

para aplicações médicas.

Medicina nuclear

O IENproduz comercialmente dois

tipos de radiofármacosmarcados com

iodo 132: o iodeto de sódio (NAL), usa-

O CONTROLE DE QUALIDADE É UMA ETAPA FUNDAMENTAL PARA GARANTIR QUE OS RADIOFÁRMACOS

PRODUZIDOS PELOS CENTROS ATENDAM ÀS NECESSIDADES DA ESPECIALIDADE

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