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Out • Nov • Dez 2015 |

medicina nuclear em revista

24

Capacitação e mercado

legal (626), radioterapia (497) e

genética médica (200).

“Nosso maior desafio é lutar

para que a medicina nuclear faça

parte da grade curricular da gradua-

ção de medicina”, diz Ramos. Para

ele, a inserção da disciplina deveria

ser feita por meio do Ministério da

Educação (MEC), com integração do

Ministério da Saúde (MS) e do

Ministério da Ciência e Tecnologia

(MCT). “Os radiofármacos têm uma

importância crescente na medicina

atual e a população ainda tem pou-

quíssimo acesso a eles. Estamos

vendo a multiplicidade de faculda-

des de medicina e é fundamental

que haja o ensino da MN nessas uni-

versidades. Assim, os médicos for-

mados poderão usar adequadamen-

te os radiofármacos produzidos a

partir do MCT, beneficiando o

paciente cuja saúde é assistida pelo

MS”, explica.

Na opinião da coordenadora do

Departamento de Centros

Formadores da SBMN, Sonia Marta

Moriguchi, a dificuldade de imple-

mentação da MN no currículo da

graduação se deve ao fato de ela

biomedicina, biologia e engenharia

– é uma das principais razões pelas

quais o ensino da MN em hospitais-

-escola precisa ser incentivado.

Além do viés científico, a implemen-

tação da medicina nuclear no currí-

culo geraria conhecimento e tecno-

logia em prol da inovação.

“Tão importante quanto formar

novos médicos nucleares é que os

médicos de outras especialidades

saibam como utilizar a medicina

nuclear. É fundamental que o car-

diologista tenha tido contato com a

MN durante sua formação, bem

como o neurologista, o ortopedista,

o urologista, o pediatra, os cirur-

giões, entre outros. Todas as espe-

cialidades médicas fazem ou podem

fazer uso da medicina nuclear. Mas

como utilizar uma coisa que você

não aprendeu?”, questiona Ramos.

Além da finalidade acadêmica e

de assistência, a segunda-tesoureira

da SBMN destaca a importância da

medicina nuclear para a pesquisa.

“A medicina nuclear é uma especia-

lidade em franco crescimento e com

enorme campo para a pesquisa.

Uma das áreas que têm trazido

grandes benefícios para a população

é a terapêutica.”

Até pouco tempo, o principal

tratamento disponível era a

radioiodoterapia, mas hoje já são

Nosso maior desafio é lutar

para que a medicina nuclear

faça parte da grade curricular

da graduação de medicina

ainda ser considerada uma discipli-

na complementar ou de apoio às

grandes áreas de formação. “A

medicina nuclear não é tratada

como uma disciplina necessária da

grade curricular, ficando sua

implementação restrita à pequena

fração das faculdades e universida-

des que já possuíam essa metodolo-

gia nos hospitais de ensino.”

Embora a inclusão da especiali-

dade esteja sendo proposta em

diversas instituições, Sonia diz que

o número de serviços no sistema

privado ainda é muito maior do que

no sistema público. Dos 26 centros

de residência e aperfeiçoamento cre-

denciados à SBMN, a maioria é pri-

vada. “Isso é bom no sentido de

suprir a falta de médicos nucleares,

mas o ideal é que essa formação seja

feita dentro de hospitais-escola, pois

neles os residentes de outras espe-

cialidades têm contato com procedi-

mentos de medicina nuclear”, opina

o ex-presidente da SBMN.

A interação direta com outras

especialidades médicas – sobretudo

com áreas de conhecimento correla-

to, como física, química, farmácia,

Celso Darío Ramos,

ex-presidente da SBMN