medicina nuclear em revista
| Out • Nov • Dez 2015
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Capacitação e mercado
utilizadas importantes terapias
com o rádio-223 para metástases
ósseas do câncer de próstata; tera-
pias para neoplasias neuroendó-
crinas, com lutécio-177; e terapias
específicas para o câncer de prósta-
ta, com o PSMA. “Uma característi-
ca importantíssima das terapias em
medicina nuclear é que elas são
consideradas terapias-alvo. Isso
significa que o radiofármaco age
especificamente nas lesões neoplá-
sicas, causando pouquíssimo efeito
nos tecidos sadios do organismo”,
destaca Bárbara.
Foco nos centros
formadores
Na opinião da segunda-tesoureira
da SBMN, falta investimento do
Governo, afinal as principais
faculdades de medicina do País
são públicas. “A atual diretoria da
SBMN tem um plano de expansão
para a especialidade e uma das
abordagens é justamente elevar o
número de centros formadores,
principalmente dentro das facul-
dades públicas estaduais e federais
e também com foco nos estados
onde o número de médicos
nucleares é baixo.”
A alta concentração de centros
formadores na região sudeste –
onde, consequentemente, está o
maior número de médicos nucleares
– é outro entrave. “Setenta por cento
dos centros formadores estão no
sudeste. Isso é ruim para o desen-
volvimento da MN no Brasil como
um todo”, observa Bárbara. Para a
especialista, uma excelente maneira
de difundir a medicina nuclear pelo
Brasil é a partir da criação de cen-
tros formadores nas demais regiões.
© arquivo/SBMN
formação do
médico nuclear
Sonia Moriguchi afirma que a
SBMN está realizando um
mapeamento sobre a formação
em medicina nuclear no País:
“A Sociedade está com uma
pesquisa aberta com questionários
aplicados às instituições de
medicina nuclear e também aos
centros formadores. O objetivo é
avaliar o perfil dos profissionais que
estão sendo procurados e daqueles
que estão sendo formados”.
Segundo ela, existe uma
sobreposição da oferta e da
procura em relação à capacitação.
“Cada vez mais, são procurados
profissionais mais completos, com
formação em tecnologia híbrida,
em especial o PET/CT, em terapias,
em cirurgias radioguiadas e até em
supervisão de radioproteção, além
da medicina nuclear convencional.
Os centros formadores estão
capacitando nesse sentido.”
Segundo a coordenadora
do Departamento de Centros
Formadores da SBMN, embora ain-
da exista um equilíbrio entre o
número de egressos e o número de
vagas oferecidas, nos próximos anos
haverá uma oferta de vaga maior
que o número de profissionais dis-
poníveis, diante do panorama de
crescimento da especialidade.
“Com o número crescente de
novos aparelhos de imagem, em
especial de PET/CT, a especialida-
de necessitará de novos profissio-
nais”, diz Sonia. De acordo com
ela, existe a proposta de formação
homogênea do especialista, esti-
mulando o intercâmbio do aluno e
buscando a formação que o seu
centro não oferece. “Isso para que,
ao seu egresso, o aluno tenha a
formação mínima necessária,
independentemente da carência
de seu centro formador.”
A SBMN também já iniciou nes-
te ano algumas reuniões com o Go-
verno sobre o plano de expansão.




