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medicina nuclear em revista

| Out • Nov • Dez 2015

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na prática

um dos principais fatores que ala-

vancaram o aparecimento da medici-

na nuclear na mídia. “Apesar do cres-

cimento, o Brasil deveria ter no míni-

mo de 800 a mil serviços emmedici-

na nuclear para atender a toda a

população. O número de exames de

PET/CT deveria ser, no mínimo, de

225 para poder atingir os indicadores

sugeridos pela Organização Mundial

da Saúde (OMS), que é de umPET/CT

para cada milhão de habitantes”,

afirma o presidente da SBMN.

Alguns fatores acabam atrapa-

lhando o crescimento da especialida-

de - um deles é o receio que muitas

pessoas ainda sentem quando se fala

emmedicina nuclear, pois fazem

uma associação à radioatividade.

Para o ex-presidente da SBMN e um

dos responsáveis pelo aprimoramen-

to das ferramentas de comunicação

da Sociedade, Celso Darío Ramos,

nem sempre os pacientes são adeptos

aos exames da medicina nuclear, por

acharem que são usadas grandes

quantidades de radioatividade. “O

próprio nome do nosso ramo dá a

ideia de que haveria uma situação em

que se usa grandes quantidades de

radioatividade, o que não é verdade.

A radioterapia, por exemplo, usa

muito mais radiação. Nós usamos

níveis de radiação equivalentes

aos de uma tomografia computado-

rizada”, compara o especialista.

Levar informações sobre a

medicina nuclear para o público

leigo é essencial, já que ele é o prin-

cipal beneficiado no assunto. Além

da radiação, o paciente não faz exa-

mes de medicina nuclear por achar

que pode ser de alto custo, quando

na verdade a especialidade pode

reduzir isso. “Quando uma pessoa

deixa de fazer o exame, o médico

acaba tendo que pedir outros exa-

mes, que podem ser mais caros, ou

que não são tão eficientes para

aquele diagnóstico. A medicina

nuclear ajuda os pacientes e poupa

recursos”, diz Tinoco.

O primeiro passo para aumentar

esse conhecimento foi o I Fórum

Educacional Práticas da Medicina

Nuclear na Saúde, realizado durante

o XXIX Congresso Brasileiro de

Medicina Nuclear, com a finalidade

de esclarecer os principais pontos da

MN e quebrar alguns tabus entre os

pacientes. “É importante esclarecer

vários pontos da medicina nuclear

por uma questão de favorecer o uso

de uma ferramenta que é muito

importante no diagnóstico de certas

doenças. É preciso falar que o

método é seguro e que ele poderia ser

muito mais utilizado na medicina,

inclusive na pediatria”, afirma o

ex-presidente da SBMN.

A falta de conhecimento médico

de outras especialidades também

acarreta pouca divulgação sobre a

medicina nuclear. De acordo com

Tinoco, se o médico se formasse

conhecendo um pouco mais sobre

exames e procedimentos disponí-

veis na medicina nuclear, o alcance

da especialidade seria bemmaior.

“A maior parte das faculdades de

medicina não possui a especialidade

de MN na graduação. A maioria

absoluta das faculdades de medicina

não tem hospitais universitários que

tenham serviço de medicina

Celso Darío Ramos,

ex-presidente da sociedade

© sbmn/arquivo