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medicina nuclear em revista

| Out • Nov • Dez 2015

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O que mais pode

ser feito?

A comunicação não é a única ferra-

menta para aumentar a visibilidade

da especialidade. Como já foi dito,

um dos fatos que consagraram a

medicina nuclear na imprensa brasi-

leira foi a inclusão do PET/CT no

SUS. “Se os profissionais que fazem

a gestão das políticas de saúde sou-

berem da importância da medicina

nuclear e conseguirem divulgar isso,

vamos conseguir uma transforma-

ção. Hoje, no SUS, o PET/CT é utili-

zado no atendimento para três tipos

de câncer, enquanto na rede privada

são oito tipos. Então, acreditamos

que se houver uma maior visibilida-

de na mídia, ajudaria a criar uma

maior conscientização de que esses

exames podem ser positivos para a

vida das pessoas, podendo facilitar

esse acesso”, afirma o presidente da

SBMN. É importante ressaltar que

mais de 150 milhões de brasileiros

usaram ou ainda vão utilizar o

Sistema Único de Saúde. Para o

especialista, o número de PET/CTs

deveria ser bemmaior.

Segundo Tinoco, há um plano de

expansão da medicina nuclear em

parceria com o governo brasileiro.

A ideia é melhorar o acesso das

pessoas à especialidade. Para isso,

haverá mais vagas de residência em

medicina nuclear, mais aulas na gra-

duação, mais encontros entre os

associados e mais divulgação.

Já para o ex-presidente da

SBMN e diretor do Serviço de

Medicina Nuclear da Unicamp,

Celso Darío Ramos, a maneira mais

consistente de aumentar o conheci-

mento sobre medicina nuclear é

incluir seu ensino durante o curso

de medicina. “Deveria ser exigido

que todas as faculdades de medici-

na ministrassem a disciplina de

medicina nuclear, já que a especia-

lidade é uma ferramenta importan-

te para a assistência aos pacientes,

além de ser fundamental no ensino

e pesquisa. Jornais e revistas são

importantes, mas o mais consisten-

te seria se todas as faculdades de

medicina no Brasil tivessem em

seus currículos a medicina

nuclear”, conclui.

Hoje, a prática da medicina tem que ser

feita com conexão direta com a educação

do paciente e da família. A SBMN está

engajada com outras iniciativas e tudo

mostra que, no próximo ano, essa atividade

vai crescer e gerar vários cursos

Números e tópicos

da comunicação

Desde 2013, a assessoria de comu-

nicação da SBMN vem trabalhando

para aumentar o reconhecimento

da especialidade no País.

- Em 2014, foram 568 matérias

publicadas em jornais, revistas e

sites sobre a especialidade - em

média, 47 publicações mensais.

- Até outubro de 2015, foram quase

500 matérias publicadas, o que

sugere que a expectativa para este

ano supere a de 2014.

- As redes sociais também

merecem destaque quando o

assunto é divulgação.

- Em pouco tempo, a página

no Facebook ganhou mais de

1.800 seguidores.

- Só em 2014, foram mais de

3.800 curtidas e mais de 1.200

compartilhamentos de conteúdo.

- O novo site da SBMN, que deve ser

lançado até o fim de 2015, é outra

ferramenta importante para a disse-

minação de informações e prestação

de serviços aos associados. Somente

em 2014, foram 374 conteúdos

postados na página da Sociedade.

Claudio Tinoco Mesquita