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NA PRÁTICA

MEDICINA NUCLEAR EM REVISTA

| Jan • Fev • Mar • Abr 2016

P

roteção. Este é o ponto-chave para a

garantia de segurança durante o pro-

cesso de embalagem e transporte de

radiofármacos. As ações pressupõem

critérios rigorosos de especialização, a

fim de assegurar um nível adequado

de controle da eventual exposição de

indivíduos, bens e meio ambiente à radiação.

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

é responsável pelo estabelecimento de normas de

controle das atividades relativas ao deslocamento de

materiais radioativos e nucleares e exige o cumpri-

mento da Norma CNEN-NE-5.01 para realização do

transporte em todo o território nacional, seja por via

aérea, marítima ou terrestre.

De acordo com a Diretoria de Radioproteção e

Segurança Nuclear da CNEN (DRS/CNEN), a Norma

de Transporte abrange a classificação de materiais

para fins de transporte, a seleção do tipo de embala-

gem, os requisitos de projetos para as embalagens e

os controles operacionais para garantia da segurança

e proteção radiológica durante o transporte. Inclui

também as responsabilidades do expedidor e do

transportador e a documentação que acompanha o

transporte, entre outros itens relevantes.

Supervisor de radioproteção da Macaw Brasil

Transportes, Ylmékuisson Brandão explica que todo

transporte deve seguir um plano aprovado pela

CNEN, descrevendo o radioisótopo a ser transportado

(dimensões, peso e características físicas), os riscos

relacionados, as rotas definidas, os procedimentos

para situações de emergência, os responsáveis e envol-

vidos na atividade, além de todo o procedimento ado-

tado para o transporte. Por ser uma operação que

envolve produtor, transportador e clínica, o desloca-

mento depende da intercomunicação desses três per-

sonagens para que as entregas ocorram dentro do

plano estabelecido.

Na opinião da supervisora de transportes e direto-

ra da Ambientis Radioproteção, Isabel Cristina

Carrasco, a necessária exclusividade no transporte

acaba onerando os custos de serviço das transportado-

ras. Como alguns radiofármacos possuemmeia-vida

curta, muitos necessitam ser transportados o mais

rápido possível (muitas vezes durante a madrugada),

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