Out • Nov • Dez 2015 |
medicina nuclear em revista
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CONTRASTE
vidade é formada por radiações
positivas, negativas e neutras.
A consagração veio em seguida.
Em 1903, mesmo ano de sua tese de
doutorado, Marie ganhou o primei-
ro Prêmio Nobel de Física, junta-
mente com o marido, e Antoine
Becquerel, pelas descobertas reali-
zadas nos anos anteriores sobre a
radioatividade. Ela foi a primeira
mulher a receber esse prêmio.
Ainda em 1903, Pierre recebeu a
Medalha Davy da Royal Society,
academia francesa destinada a pro-
mover os estudos científicos do país.
Entre uma premiação e outra, o
casal teve duas filhas, Irene e Eve,
em 1897 e 1904, respectivamente. Os
nascimentos não atrapalharam a
carreira dos dois. Em 1900, Marie
foi nomeada a primeira professora a
lecionar na École Normale Supérieure
parameninas na região de Sèvres, no
subúrbio de Paris. Ela também foi a
precursora dométodo de estudo com
demonstrações experimentais.
Irene Curie, a filha mais velha,
seguiu os passos dos pais e se for-
mou na Universidade de Sorbonne.
Porém, seus primeiros anos de tra-
balho foram dedicados aos soldados
da I Guerra Mundial. Ela trabalhava
como enfermeira, mas também se
dedicava aos estudos. Os anos de
guerra, os tipos de lesões dos solda-
dos e a presença da filha nesse con-
texto foram alguns dos motivos que
motivaram o trabalho de Marie no
desenvolvimento do raio-X.
Um fato trágico, contudo, mudou
a perspectiva de vida deMarie. Em 19
de abril de 1906, seumarido foi atro-
pelado por uma carruagem e faleceu.
Como resposta, Marie continuou seu
trabalho como pesquisadora e, no
Pierre curie
© Dujardin,1906




