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carga, tanto do expedidor quanto do
transportador, embora não detalhe
quem deva contratar o serviço de
transporte. Na prática de mercado, o
que se observa é a contratação da
transportadora por parte da clíni-
ca médica solicitante. Isso faz com
que, em caso de acidente, ela tenha
responsabilidade solidária pelo
serviço contratado. A diretora da
Ambientis Radioproteção lembra
que tanto no caso do seguro de
carga quanto na licença da Anvisa,
a contratante responde solidaria-
mente pelo transporte contratado,
podendo, com isso, receber multas
e até intervenções no caso de rein-
cidência. “O transporte de mate-
rial radioativo sem o cumprimento
estrito da legislação, licenciamento
e autorizações pode vir a ser
enquadrado pelos danos causados
ao meio ambiente e, novamente, o
contratante será responsabilizado
solidariamente pelo serviço, com
relação a infrações à legislação
sanitária e ambiental efetuadas
pela transportadora.”
Na opinião do supervisor de
radioproteção da Macaw Brasil
Transportes, a corresponsabilida-
de pela segurança do radioisótopo
durante a expedição e transporte
até o destino final é um dos moti-
vos pelo qual a fabricante qualifica
os transportadores e pode indicar
determinadas empresas.
A definição da rota é outra preo-
cupação importante. “Existem vias
públicas onde o trânsito de produtos
perigosos é proibido. Por isso, deve-
mos fazer o rotograma mais adequa-
do a fim de evitar qualquer atraso na
entrega do radiofármaco”, diz
Isabel. Dependendo da distância
entre o laboratório produtor de
radiofármacos e a clínica, o trans-
porte pode ser multimodal. “Como
no Brasil, atualmente, apenas uma
empresa aérea faz o transporte de
radiofármacos, as transportadoras
terrestres ficam dependentes.
Mesmo com a RBAC 175, que regula-
menta que o transporte de radiofár-
macos possui prioridade no embar-
que, as empresas devem expedi-lo
como ‘próximo voo’, cujo custo é
muito mais elevado que o conven-
cional”, completa.
Cuidados com a
embalagem
Além das exigências referentes ao
deslocamento de cargas, a norma de
transporte de materiais radioativos
da CNEN estabelece os requisitos de
projeto para cada tipo de embala-
gem, incluindo o conteúdo radioati-
vo permitido e as taxas de dose
máximas permissíveis na superfície
(a ummetro desta). “Os ensaios a
que cada tipo de embalagem deve
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MEDICINA NUCLEAR EM REVISTA
| Jan • Fev • Mar • Abr 2016




