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28

Jan • Fev • Mar • Abr 2016 |

MEDICINA NUCLEAR EM REVISTA

NA PRÁTICA

ser submetido também são especifi-

cados e o projeto de embalagens uti-

lizadas para o transporte de quanti-

dades relevantes de materiais

radioativos deve ser certificado pela

CNEN ou pelas autoridades compe-

tentes dos países de origem”, explica

a DRS/CNEN.

Cabe observar que a segurança

no transporte de materiais radioati-

vos, em particular radiofármacos,

baseia-se principalmente no empre-

go do tipo de embalado adequado ao

material a ser transportado e no

atendimento aos requisitos adminis-

trativos aplicáveis ao transporte. A

matéria-prima escolhida para as

embalagens deve ser cada vez mais

resistente aos impactos, quedas e

deslocamentos pertinentes ao pro-

cesso. Para isso, a CNEN determina

que as embalagens passem por tes-

tes em diversas situações.

De acordo com a diretora de

Novos Negócios e Operações da

MMConex Produtos para Saúde,

Giovanna Gallo, as embalagens da

marca são projetadas de acordo com

as normas vigentes para embalados

tipo ‘A’, seguindo todos os critérios

de segurança. Além disso, são certi-

ficadas por órgãos reguladores e

competentes para o transporte de

material radioativo.

As embalagens descartáveis da

marca (identificadas pela sigla

RMD – Recipiente Múltiplo para

Despacho) têm sua produção pro-

gramada de acordo com a demanda

de entrega do cliente, visando à oti-

mização de estoque e garantindo a

integridade das embalagens no

momento do despacho dos radio-

fármacos. Após o despacho pelo

produtor de radiofármacos, as clí-

nicas recebem o medicamento e

depois do uso podem descartar de

acordo com os critérios estipulados

em normas pertinentes.

As embalagens eletrônicas

(identificadas pela sigla CRR –

Contêiner Reutilizável para

DE OLHO NA

REGULAMENTAÇÃO

A Norma CNEN-NE-5.01 referente

ao transporte de materiais radioati-

vos está disponível na página oficial

da Comissão Nacional de Energia

Nuclear:

cnen.gov.br

.

Radiofármacos), por sua vez,

ficam no produtor de radiofárma-

cos aguardando a saída da produ-

ção dos medicamentos. Dessa for-

ma, são configuradas a senha de

abertura com o acesso hierárquico

e inserida a atividade do radiofár-

maco a ser despachado. “Após o

despacho e aprovação da garantia

de qualidade do fármaco trans-

portado, a senha é liberada ao res-

ponsável pela clínica de medicina

nuclear para que possa acessar o

medicamento. Após o uso, o CRR

é enviado de volta ao centro pro-

dutivo do cliente da MMConex

para que passe pelo processo de

assepsia e possa ser usado nova-

mente”, explica Giovanna.

Na opinião da diretora da

MMConex, além de conter, prote-

ger e viabilizar a logística de todo

o processo, é fundamental manter

a alta qualidade no manuseio do

embalado. “É por meio do embala-

do que o cliente final tem o conta-

to com o medicamento. Por isso,

precisamos estar atentos não

somente às necessidades dos pro-

dutores para o despacho, mas,

principalmente, às dos usuários

finais que interagem diretamente

com o produto”, finaliza.

© SHUTTERSTOCK