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Jan • Fev • Mar • Abr 2016 |
MEDICINA NUCLEAR EM REVISTA
NA PRÁTICA
ser submetido também são especifi-
cados e o projeto de embalagens uti-
lizadas para o transporte de quanti-
dades relevantes de materiais
radioativos deve ser certificado pela
CNEN ou pelas autoridades compe-
tentes dos países de origem”, explica
a DRS/CNEN.
Cabe observar que a segurança
no transporte de materiais radioati-
vos, em particular radiofármacos,
baseia-se principalmente no empre-
go do tipo de embalado adequado ao
material a ser transportado e no
atendimento aos requisitos adminis-
trativos aplicáveis ao transporte. A
matéria-prima escolhida para as
embalagens deve ser cada vez mais
resistente aos impactos, quedas e
deslocamentos pertinentes ao pro-
cesso. Para isso, a CNEN determina
que as embalagens passem por tes-
tes em diversas situações.
De acordo com a diretora de
Novos Negócios e Operações da
MMConex Produtos para Saúde,
Giovanna Gallo, as embalagens da
marca são projetadas de acordo com
as normas vigentes para embalados
tipo ‘A’, seguindo todos os critérios
de segurança. Além disso, são certi-
ficadas por órgãos reguladores e
competentes para o transporte de
material radioativo.
As embalagens descartáveis da
marca (identificadas pela sigla
RMD – Recipiente Múltiplo para
Despacho) têm sua produção pro-
gramada de acordo com a demanda
de entrega do cliente, visando à oti-
mização de estoque e garantindo a
integridade das embalagens no
momento do despacho dos radio-
fármacos. Após o despacho pelo
produtor de radiofármacos, as clí-
nicas recebem o medicamento e
depois do uso podem descartar de
acordo com os critérios estipulados
em normas pertinentes.
As embalagens eletrônicas
(identificadas pela sigla CRR –
Contêiner Reutilizável para
DE OLHO NA
REGULAMENTAÇÃO
A Norma CNEN-NE-5.01 referente
ao transporte de materiais radioati-
vos está disponível na página oficial
da Comissão Nacional de Energia
Nuclear:
cnen.gov.br.
Radiofármacos), por sua vez,
ficam no produtor de radiofárma-
cos aguardando a saída da produ-
ção dos medicamentos. Dessa for-
ma, são configuradas a senha de
abertura com o acesso hierárquico
e inserida a atividade do radiofár-
maco a ser despachado. “Após o
despacho e aprovação da garantia
de qualidade do fármaco trans-
portado, a senha é liberada ao res-
ponsável pela clínica de medicina
nuclear para que possa acessar o
medicamento. Após o uso, o CRR
é enviado de volta ao centro pro-
dutivo do cliente da MMConex
para que passe pelo processo de
assepsia e possa ser usado nova-
mente”, explica Giovanna.
Na opinião da diretora da
MMConex, além de conter, prote-
ger e viabilizar a logística de todo
o processo, é fundamental manter
a alta qualidade no manuseio do
embalado. “É por meio do embala-
do que o cliente final tem o conta-
to com o medicamento. Por isso,
precisamos estar atentos não
somente às necessidades dos pro-
dutores para o despacho, mas,
principalmente, às dos usuários
finais que interagem diretamente
com o produto”, finaliza.
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