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Jan • Fev • Mar • Abr 2016 |

MEDICINA NUCLEAR EM REVISTA

CONTRASTE

sive indicando os caminhos para as

suas obtenções, não havia tecnologia

para a construção dos grandes acele-

radores de partículas. Por exemplo, o

primeiro acelerador foi inventado

por Ernest Lawrence em 1929,

enquanto o Large Hadron Collider

(LHC), na Suíça, começou a ser cons-

truído em 1998 com a colaboração de

mais de 100 países. Seu túnel com 27

km de circunferência está funcio-

nando desde 2008 e a primeira coli-

são entre prótons ocorreu em 30 de

março de 2010”, relata Aquino.

Os elementos que completam a

sétima linha da tabela periódica

foram todos criados em aceleradores

de partículas e são, consequentemen-

te, considerados sintéticos. Além dis-

so, são radioativos e somente podem

ser observados por frações minúscu-

las de segundos antes de decaírem

sucessivamente em outros elemen-

tos, até se estabilizarem.

Aquino informa que de imediato

não existe um retorno ‘prático’ para

© LHC/CERN

A TECNOLOGIA EMPREGADA

Para criar elementos pesados, os cientistas

precisam fazer dois núcleos mais leves se

fundirem. Para isso, átomos são acelera-

dos diversas vezes em colisores de partí-

culas, para que seja alcançado o ajuste

exato entre as massas dos núcleos e

a energia com que são lançados uns

contra os outros.

Essa colisão precisa ter energia suficiente

para vencer a força de repulsão entre os

núcleos dos átomos, que têm carga elétri-

ca positiva, mas não pode ser elevada

demais, a ponto de impedir a formação

de um núcleo maior e estável.